FAZER LOGINKecharq o olhou sério, cerrou os olhos, falou fechando os punhos com ódio, por vê-lo oferecendo a mulher de novo.
— Vaza da minha frente, seu comédia. Se ficar devendo de novo, não vai ter caô. Vai desenrolar sozinho, na pedalada. Virar mulherzinha de geral.
Teteu percebeu que estava vacilando, garantiu que não ia vacilar mais, saiu de perto pensativo. Durante alguns dias, se sentiu culpado, arrependido, com pena de Emília. Mandou uma carta linda, relembrando como foi começar a namorar ela, elogiando seu corpo, cheiro, dizendo que tudo nela era perfeito, declarando seu amor.
Ela estava sem dormir direito a dias, quando fechava os olhos no final do dia, via Kecharq, sendo grosso e gentil ao mesmo tempo, a deixando segura, fazendo se sentir especial.
Tudo o que Teteu não fazia mais, e isso a deixou extremamente culpada, enojada consigo mesma, por ter gostado de estar com outro. Fez pesquisas em redes sociais, notícias, e não encontrou nada sobre Kecharq, depois deduziu que aquele era o vulgo, apelido dele e não o nome real.
Ela recebeu a carta, ficou triste, ainda com raiva e estava extremamente cansada, de tanto trabalhar, para manter os dois. Na próxima visita decidiu não ir, mandou pelos correios o Jumbo, com tudo o que Teteu gostava e precisava.
Ele estava ansioso para vê-la, queria tr4nsar, pedir desculpas, fazer novas promessas, e ao ver que ela não ia, começou a surtar, desandar, foi fazendo dívidas. Kecharq só observava, com a certeza de que ia ter uma nova oportunidade, de ficar com Emília. Ele não precisou manipular nada, apenas aguardar Teteu se afundar sozinho.
Quase um mês se passou, sem Emília ir ao presídio, ela estava trabalhando muito, 7 dias por semana, doze, às vezes até dezesseis horas. Não pretendia ir à visita e explicou por cartas, que estava mudando de casa, que por isso ficou sem dinheiro para pagar a condução e a hospedagem.
Teteu estava nervoso, recebendo ameaças de novo, e só não teve punições graves, porque Kecharq tinha segundas intenções. Teteu ligou para Emília, implorando para ela ir vê-lo, disse que poderia ser o último encontro dos dois, pois ele estava com os dias contados. Lamentou estar viciado, pediu perdão, disse que nunca mereceu uma mulher como ela.
A deixou muito preocupada, triste e a manipulou lindamente, ela não queria soltar a mão dele, ser “responsável” pela sua morte, e decidiu fazer o que deveria ser feito. Ela sabia que indo, teria que ficar com alguém, só não tinha certeza se era Kecharq ou outro.
Mesmo exausta, abatida, se arrumou como de costume, hidratou o cabelo, escovou e pranchou, fez as unhas, as sobrancelhas, levou a refeição bem elaborada, lasanha, frango assado, arroz de forno, feijão, vinagrete, bolo de cenoura com cobertura de chocolate.
Foi toda de vermelho, calça legging, camiseta mais comprida folgada, bem maquiada, escondendo as olheiras. Fez todo o procedimento padrão, quando entrou na parte das visitas, logo viu Teteu e Kecharq, sentados juntos, entrou séria com ódio da situação que estava se colocando.
Teteu foi até ela, a abraçou forte, ela não correspondeu, falou irritada, nervosa.
— Que m.erda você tá fazendo com a gente, Matheus? Eu tô cansada. Você é um filho da p uta, egoísta pra cac ete.
Ele respondeu como se realmente se sentisse culpado.
— Vida, calma. Você não tá ligada no infe rno que é aqui. Logo mais eu vou sair, o advogado tá correndo atrás de tudo. É só mais essa vez, e nunca mais vou te pedir nada assim. Pô vida, eu tô na pior. Preciso de você.
Ela enxugou os olhos marejados, respirou fundo e foi andando ao lado dele, nervosa, respondeu friamente.
— É a última vez. Se você não se controlar, vai morrer na cadeia. Nem lá fora, você usava essas porcarias. Eu tô me fud endo abéça, bancando seu jumbo, a casa, tudo. Não vou continuar sendo bucha, preste atenção, Matheus.
Estavam chegando perto da mesa, Kecharq estava tranquilo, observando as pessoas, a olhou sério, falou como falava com qualquer um.
— E aí.
Ela respondeu cabisbaixa, com as mãos trêmulas mexendo no cabelo.
— Oi.
Começou colocar a refeição na mesa, engolindo o choro, se sentindo humilhada, Kecharq se levantou e falou, reparando no zelo dela com a comida.
— Deixa tudo aí. Vamos lá.
Olhou para Teteu, falou com autoridade.
— A hora que eu voltar, vou comer. Você não vai tocar em nada. Nem uma colherada. Já é?
Teteu engoliu em seco, assentiu se sentindo humilhado e com raiva.
— Certo meu patrão. De boa. Vai lá.
Emília foi andando um pouco a frente, ao chegar perto da ala das visitas íntimas, parou e ficou esperando, engolindo o choro. Kecharq logo a alcançou, pegou pela mão e foi a guiando, sem falar nada, ele tinha mordomias, que os outros não tinham. Era nítido que era respeitado por todos.
Assim que entraram no quartinho, Emília se aproximou da cama, de costas para ele, foi tirando a camiseta, estava com um sutiã vermelho todo transparente, Kecharq se aproximou a abraçando por trás sutilmente, falou segurando as mãos dela, entrelaçando os dedos, a envolvendo em seus braços.
— Eu sabia, que voltaria, linda. Te esperei ansioso. Tudo bem?
Ela não correspondeu nada, ficou imóvel recebendo beijos no pescoço, respondeu ofegante, sentindo o calor do corpo dele, a envolvendo.
— Eu pareço bem pra você? É claro que não. Não vou voltar aqui pra pagar dívida de ninguém. Se você continuar, dando as coisas pra ele, com essa intenção. Pode esquecer.
Ele começou a rir, falou a segurando pela garganta enforcando de leve.
— Pode voltar pra me visitar. Da r pra mim. Toda vez que minha fiel não vier. Ela está grávida mesmo, até voltar d ar gostosinho, vai demorar.
Foi levando a mão livre até a ca. lcinha dela, enfiou os dedos sutilmente, abrindo os lábios ainda secos, sentindo a pele lisa, macia.
— Você não veio, só por ele, que eu sei.
Abraçado atrás dela, com uma mão na garganta, outra na int1midade, falou pertinho do ouvido.
— As palavras mentem, o quanto quiserem. Mas os olhos e o corpo não. Seu cheiro me deixa de p4u duro. Está sentindo?
Ele estava roçando a er3ção atrás dela, Emília respondeu tirando a mão dele, de sua garganta.
— Você tem mulher e se sujeita a isso, coitada dela.
Ele tirou a mão de dentro da c4lcinha dela, a virou de frente, respondeu enfiando a mão no meio do cabelo dela puxando forte.
— Coitada de você. Que tem um marido, que fica te oferecendo, em troca de pó. Hoje não vou deixar passar, tenho que te f0der. Muito.
A postura dela, estava diferente, menos retraída, mais forte, ela sustentou o olhar dele, o encarando fixamente, falou séria.
— Aé? Pelo um de nós, precisa g0zar. Não é mesmo?
Ele sorriu adorando a afronta, a guiou até a cama e a jogou deitada, falou tirando a própria roupa.
— Nós dois podemos. Juntos.
Capítulo 123Ao levantar a cabeça pra ver quem era, nem acreditou, era o Noah. Ele falou sério:— E aí, achou que ia ficar sozinha? Tive medo de você su.rt.ar e precisar ser amarrada de novo.Ela respondeu, voltando a abaixar a cabeça:— Vai se f.o.d.e.r, Noah. Vai embora! Ela mandou você vir?Ele respondeu, irônico:— Vai você otária. Ela não mandou nada e nem sabe que tô aqui, eu vim porque eu quis.Os dois ficaram quietos, ela não disse nada, mas respirou aliviada em tê-lo lá naquele momento, se sentiu menos vulnerável. A chamaram pra ir colher a amostra, ela levantou e foi. Ao entrar na sala, a enfermeira falou após colher a amostra:— Pode ficar tranquila, acho que sua pressão está caindo. Eu tenho um recado pra você, acho que não se lembra de mim, meu menino estudava com você nos últimos quatro anos, eu sei da sua história toda e hoje fui procurada por um familiar seu.— Que me pediu encarecidamente pra te entregar esse cartão com discrição, a sós, aqui tem um endereço, três tel
Capítulo 122Ela voltou a chorar, se sentindo culpada. Ele se aproximou, segurando a mão dela sutilmente, disse com brincadeira:— Eu acho que você não deve chorar mais, seu bebê sente tudo. Tenta se acalmar, quer água? Não fica irritada comigo não, hein? Essa criança vai nascer me odi.a.n.d.o e eu nem tenho culpa.Ela sorriu, enxugando as lágrimas, e falou para a médica, que estava só de olho na conversa deles:— Ele me irrita quando é muito educado e gentil. Doutora, eu me sinto diferente, quando isso passa? A minha cabeça, os meus sentimentos, eu não sei como explicar, mas mudou de uma maneira rui.m, vem aumentando a irritação e mágoas.— Às vezes, eu só quero não me importar, mas eu não consigo. Não quero prejudicar o meu bebê com isso!A médica explicou sobre as mudanças hormonais, sono, enjoos, disse que ia fazer um exame de sangue e medicar ela na veia. Ele saiu da sala pra ela se trocar e disse que ia falar com a Laura. A enfermeira saiu para falar com eles, disse que a Solang
Capítulo 121O médico disse que ia chamar uma médica para atendê-la, era notável o desconforto dela. Quando ele saiu, o Dylan perguntou pelo bebê, ele disse que iam examinar ela ainda. A enfermeira acalmou ela, disse que aquilo era raro, mas que já havia visto vários casos, principalmente com adolescentes. A Solange falou, tentando se acalmar:— Eu tinha um relacionamento sério de anos e íamos nos casar. Confiei demais nele e fui largada, ele saiu falando que eu o traí, mas eu nunca fiz nada com outro homem. Ninguém acredita em mim, que eu sou virg.e.m!A enfermeira falou que acreditava nela. A médica chegou, ao entrar, falou com a Solange muito educada, explicou que iriam só olhar sua intimidade. Ao constatar que ela era realmente virgem, a médica falou, atenciosa:— Que dia, hein? Faz tempo que não vejo isso. Eu sou médica há muito, muito tempo, imagino que você esteja com medo e passando por momentos difíceis. Mas esse bebezinho não tem culpa e você precisa cuidar dele e de si mesm
Capítulo 120Ele foi indo atrás, falou para a Helena ficar, entrou no elevador de serviço junto com a Solange. Ela encostou com a cabeça apoiada nos braços, de costas pra ele, falou incomodada, chorando:— Você pode, por favor, só parar com isso? Eu tô te pedindo, me deixa em paz. Eu já entendi que você é educado e gentil, mas eu não preciso de nada disso. Já tô passando por um momento bem difícil, você não faz ideia da minha realidade e eu já te disse, sua gentileza me irrita, eu nem te conheço.Ele falou meio exultante, perdido:— Poxa, eu realmente sinto muito. Olha pra mim, acha que eu quero te irritar? De propósito?— Eu cheguei lá em cima e estavam falando de você, porque parecia indisposta. Te encontrei caída no chão e, caso você não saiba, eu trabalho aqui, me diga o que eu deveria fazer então?— Se não te ajudar? Ser gentil? Eu sei que você está grávida e não é novidade nenhuma saber que você vem sendo maltratada, está com marcas novas, de hoje, imagino.— Realmente não sei d
Capítulo 119Ela respondeu, rindo, se sentando:— É, e você gosta, né?Sentaram abraçadas, de frente uma para a outra, estavam trocando carinho, beijando na boca, chupando o pescoço, s.e.i.o.s. A Eloá falou, curiosa:— Tô tirando sua virg.in.da.d.e? Já pegou mulher antes?Rebeca deu risada, disse que daquele jeito não. A Eloá falou, a colocando deitada e tirando sua calcinha:— Então vou marcar sua vida e seu corpo vai se lembrar dessa noite.Eloá se enfiou no meio das pernas dela, começou a chupar com práticas diferentes das já feitas por outros com quem a Rebeca já esteve, levou ela a altos níveis de prazer, fez ela chegar ao êxtase de novo, gemendo muito alto, quase chorando de tanta intensidade.Rebeca ficou mole, desfalecida, Eloá sorriu, se deitou ao lado, a beijando afetuosa, trocando carinho. A Rebeca falou, satisfeita, agarrada à Eloá:— Realmente, meu corpo vai se lembrar de você. Posso te fazer algo? Me ensina a te dar prazer. Do que você gosta?Eloá respondeu, rindo, levan
Capítulo 118Ainda desacreditada, ela aceitou. A Eloá ofereceu cigarro, ela disse que tinha parado. Foram no carro da Eloá, ela estava falando sobre os filmes disponíveis, escolheu tudo sozinha, até a pipoca e o tempero. A Rebeca estava mais calada, com o pensamento distante, assistiram um filme de comédia romântica. Quando estavam saindo, a Eloá falou:— E aí ruiva, curtiu? Você não estava a fim de assistir! Quer ir a algum lugar? Fazer alguma coisa que goste?Rebeca disse que precisava ir embora, porque tinha um compromisso e ia viajar à noite, encostou no carro e começou a ver no celular o Apolo falando que a Sol ia aceitar. Disse pra Eloá:— Vou levar a Solange pra minha casa, você falou com ela, né? Obrigada.Eloá parou bem na frente, falou olhando nos olhos:— De nada, o que você me pede que eu não faço, né? Quer me falar alguma coisa?— Faz semanas que a gente não sai e eu tenho a sensação de que você quer conversar. Tá toda estranha, séria, o que foi? Vai viajar pra onde?Desv







