LOGINRaquel lançou um olhar cheio de triunfo para Ivone, e Fabíola também lhe trocou um olhar com a irmã. Nos olhos das duas brilhavam puro prazer e satisfação.Ivone cruzou os braços com calma e caminhou até parar bem na frente de Lyra. O olhar dela transbordava arrogância e orgulho:— A sua mãe, antes de o seu pai ir à falência, se achava demais. Ela se apoiava no título de filhinha da família Santiago e mal respondia quando nós falávamos com ela. Mas adiantou o quê? Em poucos anos, a família da sua avó afundou em problemas, o seu pai faliu, pegou o dinheiro que restava, levou a sua tia e o seu irmão e fugiu do país. A sua casa desabou de vez, ficou atolada em dívidas até o pescoço. E, pior, o seu pai já tinha vendido tudo o que prestava. Quando a sua mãe percebeu, já era tarde. Não tinha mais volta.Lyra ouviu em silêncio, sem reagir. As mãos dela, porém, não pararam nem por um segundo. Ela continuou desferindo um tapa atrás do outro contra o próprio rosto, sempre com força.— A sua famí
Fabíola pegou o celular na mesma hora e abriu um vídeo antigo e embaçado.Ela mantinha aquele vídeo guardado no celular havia anos, sem nunca ter coragem de apagar.Sempre que ela ficava irritada com Lyra, ela assistia ao vídeo repetidas vezes, sentindo um prazer doentio, e o ódio por aquela mãe e filha só aumentava.Ela enfiou a tela do celular bem na frente do rosto de Lyra.Lyra viu, de forma meio desfocada, várias mulheres vestidas com luxo cercando outra mulher, despejando insultos, deboches, tapas e chutes.A mulher estava de joelhos no chão, com a roupa rasgada em tiras. Mesmo assim, ela não reagia, só continuava batendo a cabeça no piso, desesperada.O peito de Lyra parecia se rasgar por dentro. Ela levou a mão ao coração, tentando segurar aquela dor sufocante. No instante em que viu alguém puxar os cabelos da mulher e expor o rosto dela, tudo simplesmente explodiu.Quase no mesmo segundo, ela arrancou o celular da mão de Fabíola e o jogou com força no chão. Em seguida, ela se
Fabíola lançou para Lyra um olhar gelado, o rosto cheio de satisfação:— Lyra, você estava ligando para chamar reforço, né? Agora já é tarde para isso.Lyra encerrou a ligação e encarou Fabíola com um olhar que parecia puro gelo:— Eu não liguei para pedir reforço. Eu já falei que, aconteça o que acontecer, eu resolvo sozinha. Eu não quero envolver mais ninguém.Ivone soltou uma risada debochada:— Vagabunda, a sua arrogância é igualzinha à da Cecília naquela época. Se achava demais. E no fim, a sua mãe não acabou sendo colocada no lugar dela?Os nós dos dedos de Lyra se fecharam com força, ficando brancos, e o olhar dela ficou ainda mais cortante:— Então, no fim das contas, o que foi que vocês, esse bando de velhas com cara de gente e coração de fera, fizeram com a minha mãe?Raquel já sabia de toda a história pelos relatos de Ivone. Ela deu uma olhada rápida em volta, certificando-se de que só havia gente do lado delas, e abandonou a pose de boazinha. O sorriso dela se retorceu em i
Fabíola apontava o dedo para Lyra. Aquela "sujeira" de que ela falava era justamente Lyra.Nilda ficou tão pálida de raiva que quase desmaiou:— Fabíola, você está chamando a própria nora de lixo e ainda acha que está com essa bola toda? Cecília sempre trabalhou direito, fez negócio limpo, pagou sozinha uma montanha de dívidas nesses anos todos! Diferente de você, que só sabe se pendurar na família Mesquita e sugar até a última gota, como uma vampira! Você acha mesmo que as sujeiras que você fez vão ficar enterradas para sempre? É melhor você não mexer comigo. Se você insistir, eu mesma jogo tudo no ventilador!Nilda realmente fazia jus à carreira de advogada. Ela não usava um palavrão sequer, mas cada frase dela feria como uma lâmina.O rosto de Fabíola endureceu de repente. Ela avançou num ímpeto, levantando a mão com aquelas unhas enormes, pronta para arranhar o rosto de Nilda.Lyra segurou o pulso dela no ar, num movimento firme. O olhar afiado e gelado de Lyra fez o estômago de Fa
Lyra estremeceu inteira. Ela se virou num sobressalto e, quando viu aquele monte de rostos conhecidos parados na porta, ela encerrou a chamada na hora.Quem tinha chegado eram Fabíola, Ivone e Raquel.Cada uma encarava Lyra de um jeito, olhos cheios de hostilidade, expressões diferentes, todas igualmente venenosas.E aquela frase cruel de agora há pouco tinha saído justamente da boca de Fabíola.O olhar de Lyra gelou na mesma hora. Ela fuzilou as três com os olhos, sentindo a raiva subir de dentro do peito como fogo em palha seca.Sandro, quando reconheceu quem elas eram, levou um susto. Ele se levantou de uma vez, apontando o dedo para elas:— O que vocês pensam que estão fazendo aqui? E você… Você que é sogra da Lyra, como é que consegue soltar uma monstruosidade dessas?Nilda, ao ver a cena, reagiu instintivamente. Ela se colocou na frente de Lyra, abrindo os braços, indignada:— Exatamente! Que tipo de gente vibra com a doença dos outros? Lyra ficou cinco anos na família Mesquita,
Lyra chorava sem parar, as lágrimas desciam sem controle, a voz dela já nem saía direito.— Sim… — Nilda respondeu com calma. — A sua mãe agora está estável. O médico disse que, se ficar tudo bem nesses próximos dias, ela recebe alta e volta para o país. Se a Inês não tivesse se machucado de repente, eu e o Sandro íamos ficar lá mais um tempo para cuidar dela.Nilda contou tudo sem esconder nada.Lyra teve o impulso imediato de se ajoelhar:— Tio Sandro, tia Nilda, eu não tenho nem como agradecer… Eu… Eu nem sei o que dizer.Nilda e Sandro se apressaram em segurá-la, impedindo que ela se ajoelhasse:— De jeito nenhum, isso não! Nilda quase se assustou. — Nós somos amigos da sua mãe, e você e a Inês são como irmãs. A essa altura, você ainda vai fazer cerimônia com a gente? Se fosse o contrário, se fosse comigo ou com o Sandro, a sua mãe também ia largar tudo para ficar do nosso lado. Não tem nada para agradecer, Lyrinha. É o mínimo.As lágrimas de Lyra caíam sem parar. Ela pegou o cel







