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Capítulo 11

Author: K.H.Sakamoto
last update publish date: 2026-07-05 20:59:33

Eliza

Trabalhando na cozinha da alcateia, como fazia todos os dias, fui pega de surpresa quando, de uma hora para a outra, uma fofoca começou a correr entre as bancadas: haveria um casamento no final de semana. Quem, em sã consciência, organizaria um casamento em tão pouco tempo? Uma cerimônia de grande porte precisava ser planejada com calma, envolvendo comida, bolo, doces e decorações. Teríamos um trabalho monumental pela frente. Como a nossa equipe daria conta de abastecer uma alcateia daq
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    — Existe — respondeu o Príncipe, a voz grave ecoando pelo salão de pedra negra. — Mas as nossas tropas já estão prontas. Vamos destruir todos eles. — Não. Ainda não, meu príncipe — interrompeu a Princesa, erguendo a mão com uma autoridade que fez o próprio soberano silenciar. Ela desviou os olhos dele e cravou-os diretamente em Toledo, cujo cinismo finalmente se transformou em puro terror. — Se aquele lugar é tão horrendo, mande-o para lá. Um murmúrio chocado correu pela galeria de lobos. A Princesa deu um passo até a borda do estrado de marfim, ditando o destino do carrasco com uma frieza imperial: — Amarrem-no com algemas de prata pura, para que o metal queime sua pele a cada segundo e ele não possa usar sua força de lobo. Ele servirá naquele bordel de renegados por exatamente um ano. Sentirá na própria carne o medo e a humilhação que prometeu à filha do Alfa e às escravizadas. A Princesa inclinou-se ligeiramente para a frente, pronunciando as palavras finais: — E quan

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    As grandes portas de carvalho do salão do trono se abriram com um estrondo pesado. O silêncio no tribunal tornou-se absoluto quando Toledo cruzou a entrada. Ele caminhava com uma arrogância ultrajante, de cabeça erguida, como se não estivesse ali para ser julgado por crimes monstruosos. O sorriso cínico permanecia estampado em seu rosto, uma provocação silenciosa que flutuava no ar. Ele subestimou o poder de uma mulher que sobreviveu ao esquecimento. No topo do estrado de marfim, a Princesa Eliza endireitou as costas no trono. Seus olhos, afiados como lâminas de aço, cravaram-se no réu. O passado não era sua fraqueza; era o combustível de sua justiça. Ela ergueu a mão adornada de anéis e, com uma voz que cortou o salão como um trovão, deu a ordem aos guardas: — Tragam as mulheres. O sorriso de Toledo vacilou pela primeira vez. Conduzidas pelos soldados, Kelly e as duas escravizadas entraram no recinto. Caminhavam a passos lentos, com os corpos marcados pela reclusão e pela vio

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