MasukApós toda a agitação e os milagres do parto, o ambiente finalmente começou a se acalmar. As enfermeiras trabalharam com agilidade para limpar o quarto e, com todo o cuidado do mundo, conseguiram transferir Clara, Ian e a bebê para o quarto ao lado, que já havia sido totalmente arrumado com lençóis limpos e uma cama confortável, garantindo a privacidade que a nova família tanto precisava. No aposento real, o silêncio finalmente se instalou. Liam caminhou devagar até a cama grande e sentou-se ao lado de Eliza. Com um suspiro de puro alívio, ele passou seus braços fortes ao redor dela, abraçando-a com ternura e trazendo-a para bem perto do peito. Eliza relaxou contra o corpo do companheiro, segurando o pequeno Lobo Ancestral com todo o amor do mundo, enquanto Liam beijava seus cabelos, saboreando a paz de estarem finalmente seguros e juntos após tanta provação. — Liam, os ataques acabaram? — Eliza perguntou, quebrando o silêncio protetor do quarto. — Cessaram por enquanto... — El
Dois minutos depois, o bebê de Eliza nasceu. No momento em que as mãos trêmulas de Liam envolveram o pequeno corpo do filho e ele o pegou no colo, o mundo ao redor pareceu silenciar. Aquele não era um filhote comum. Uma energia mística, avassaladora e extremamente antiga começou a emanar de sua pele, reverberando direto no sangue real. Era a aura de um Lobo Ancestral. A força que corria nas veias daquela criança era tão colossal que fez o próprio lobo de Liam, Zoro, curvar-se em reverência dentro de sua mente. O quarto destruído foi preenchido por uma luz suave e por uma pressão espiritual tão densa que fez as enfermeiras darem dois passos para trás, assustadas. O príncipe estava paralisado, sentindo aquela onda de poder antigo se fundir com a sua linhagem, transformando algo profundo em seu âmago. Percebendo que o companheiro estava diferente, com os olhos fixos e o corpo rígido pelo choque daquela energia, Eliza agiu por instinto materno. Com todo o cuidado, ela esticou os bra
daqui agora, mas também não podemos deixar a futura Luna de pé! Mesmo trêmula e pálida pelas dores que dilaceravam seu ventre, Eliza ergueu a cabeça. A determinação de uma verdadeira Luna brilhou em seus olhos enquanto ela olhava para a sua cama real. — A cama é grande. Ela é minha amiga e há espaço para as duas aqui... Os bebês vão nascer juntos! — Eliza declarou com firmeza, ditando a ordem final. Mas o esforço cobrou seu preço, e ela logo soltou um grito agudo: — Ahhhhh! Liam agiu por instinto, passando os braços firmes ao redor de Eliza com todo o cuidado do mundo para ajudá-la a se deitar na cama grande, acomodando-a ao lado de Clara. No meio daquele quarto destruído, os dois líderes — o príncipe e o general — se entreolharam por um segundo, completamente perdidos e sem saber o que fazer. Eles, que sabiam comandar exércitos e enfrentar guerras, agora viam-se impotentes diante do milagre e da dor do nascimento. O general Ian permanecia de joelhos, com os olhos vermelhos e
Antes que Eliza e Clara pudessem sequer compreender que criatura monstruosa estava diante delas, um estrondo ensurdecedor de garras e metal ecoou pelo corredor, logo além do portal arrombado. O príncipe Liam e o general invadiram o aposento às pressas, com os olhos injetados de sangue, as garras expostas e as respirações arfantes da batalha. Eles passaram correndo pelo corpo do guerreiro caído, prontos para estraçalhar qualquer inimigo que ousasse tocar em suas companheiras. — Eliza! — rugiu o príncipe, varrendo o quarto destruído com o olhar. — Clara! — o general rosnou logo em seguida, avançando em direção à cama para protegê-las. Porém, no mesmo milésimo de segundo em que os dois líderes pisaram no ambiente, uma rajada de vento frio e escuro soprou pelas janelas. O príncipe e o general pararam abruptamente, tensionando os músculos. Boris já não estava mais lá. Ele havia desaparecido no ar de forma incompreensível, sem deixar rastros, como se tivesse se desfeito nas próprias
Boris inclinou a cabeça para o lado, e o sorriso sarcástico sumiu de seu rosto em um piscar de olhos. A polidez deu lugar a uma frieza cortante. — Agora, se apresentem — exigiu ele, dando um passo lento, mas predatório, na direção da cabeceira da cama. — Qual de vocês é a princesa? Qual é a mamãe sortuda do bebê superpoderoso? Eliza e Clara se encolheram ainda mais, trocando um olhar rápido de puro pânico. Nenhuma das duas ousou abrir a boca. O silêncio delas pareceu irritar o homem. — Vamos, já estou sem paciência! — rosnou Boris, os olhos brilhando com uma intensidade perigosa enquanto esticava os dedos longos e pálidos, exibindo unhas afiadas que pareceram crescer diante dos olhos delas. — Ou eu posso arrancar os bebês de dentro de vocês para saber. O ar sumiu dos pulmões de Eliza. A ameaça brutal era real, e elas sabiam que ele não hesitaria em cumprir a promessa. Sabendo do perigo extremo que corriam, Eliza engoliu em seco e deu um passo à frente, com a voz trêmula, mas d
O som de novas explosões ecoou pelos corredores, fazendo a poeira do teto cair sobre o tapete do aposento. O castelo estava sob um ataque implacável. Do lado de fora, os gritos dos guerreiros e os uivos de agonia confirmavam o pior: os renegados haviam invadido o território da alcateia. Eliza segurou o braço de Clara, tentando manter a calma apesar do tremor nas mãos. — Como eles conseguiram uma bomba? — perguntou Eliza, com os olhos arregalados de choque. — Renegados nunca tiveram acesso a esse tipo de armamento pesado! Clara, respirando compassadamente para proteger o bebê em seu ventre, balançou a cabeça com incerteza. — Não sei... — respondeu Clara, olhando fixamente para a porta trancada. — Será que veio da cidade dos humanos? Eles têm bastante tecnologia avançada. Se os renegados fizeram uma aliança ou roubaram os humanos, estamos em sério perigo. Eliza apertou os lábios, a mente trabalhando rápido enquanto o som do combate se aproximava. — Se sairmos vivos dessa...







