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CAPÍTULO 6 — O PRIMEIRO CONFRONTO

작가: Leila
last update 게시일: 2026-03-17 23:52:12

l 🔥

Aurora demorou alguns minutos até conseguir sair do quarto onde tinha se escondido.

Seu coração ainda batia acelerado.

As palavras de Jean Luca não saíam da sua cabeça.

“Estão interessados na garota.”

Ela respirou fundo.

— Isso não faz sentido…

Mas fazia.

No fundo, fazia.

Porque ela sabia que seu passado não era limpo.

Não completamente.

Aurora caminhou de volta para o corredor tentando manter a calma. Não podia demonstrar fraqueza. Não ali. Não naquela casa.

Mas assim que virou a esquina…

parou.

Adrian estava ali.

Encostado na parede.

Como se estivesse esperando por ela.

O coração dela disparou de novo.

— Precisamos conversar.

A voz dele era baixa.

Mas firme.

Aurora cruzou os braços imediatamente.

— Sobre o quê?

Ele deu um passo à frente.

— Sobre você.

Ela soltou uma risada sem humor.

— Que novidade.

Adrian ignorou o tom.

— Quem está atrás de você?

Aurora congelou por um segundo.

Mas se recuperou rápido.

— Ninguém.

Ele estreitou os olhos.

— Não minta para mim.

— Eu não estou mentindo.

Silêncio.

A tensão entre os dois crescia a cada segundo.

Adrian deu mais um passo.

Agora estavam muito próximos.

Perto demais.

— Aurora…

O nome dela saiu diferente.

Mais baixo.

Mais intenso.

— Eu não tenho tempo para jogos.

Ela levantou o queixo.

— E eu não tenho obrigação de te contar nada.

Os olhos dele escureceram.

— Você trabalha para mim.

— Exatamente. Trabalho.

Ela enfatizou a palavra.

— Isso não inclui minha vida pessoal.

Por um segundo, o silêncio foi absoluto.

Pesado.

Carregado.

Adrian passou a mão pelo maxilar, claramente tentando se controlar.

— Você está em perigo.

Aurora sentiu algo apertar dentro do peito.

Mas não recuou.

— Eu sempre estive.

A resposta pegou Adrian de surpresa.

Ela deu um passo à frente.

Agora era ela que invadia o espaço dele.

— O senhor acha que sabe alguma coisa sobre mim?

Ele não respondeu.

Aurora continuou.

— Eu cresci em um lugar onde sobreviver era mais importante do que viver.

A voz dela não tremia.

Mas os olhos…

os olhos carregavam tudo.

— Eu não preciso de proteção.

Adrian a observava intensamente.

Como se estivesse vendo algo que não esperava.

— Todo mundo precisa.

— Eu não.

Silêncio.

A respiração dos dois estava pesada.

Próxima.

Misturada.

— Você é teimosa — disse ele.

Aurora deu um pequeno sorriso provocador.

— E o senhor é controlador.

Algo brilhou no olhar dele.

Algo perigoso.

— Eu não gosto de perder o controle.

— Então não perca.

Ela não deveria ter dito aquilo.

Sabia disso no segundo seguinte.

Porque Adrian se aproximou.

De verdade.

Agora não havia mais espaço entre eles.

O corpo dele estava perto.

Quente.

Dominante.

Aurora sentiu o coração disparar.

Mas não recuou.

Não podia.

— Você não faz ideia do que está dizendo — murmurou ele.

A voz baixa.

Rouca.

Perto demais do ouvido dela.

Um arrepio percorreu todo o corpo de Aurora.

— Talvez não…

Ela engoliu seco.

— Mas o senhor também não.

Silêncio.

Os olhos deles se prenderam novamente.

E dessa vez…

ninguém desviou.

Adrian levantou a mão.

Devagar.

Como se estivesse testando algo.

Aurora prendeu a respiração.

Ele parou a poucos centímetros do rosto dela.

Como se estivesse lutando contra um impulso.

Como se estivesse decidindo se deveria ou não tocar nela.

O ar ficou pesado.

Carregado.

Intenso.

Aurora sentiu o corpo reagir.

Mesmo contra sua vontade.

E pela primeira vez…

ela ficou com medo.

Não dele.

Mas do que estava começando a sentir.

— Isso é uma péssima ideia — disse ela, quase sussurrando.

Adrian não se afastou.

— Concordo.

Mas também não saiu.

Os dois ficaram ali.

Presos naquele momento.

Como se o mundo ao redor tivesse desaparecido.

Até que…

um som quebrou tudo.

Um celular vibrando.

Adrian fechou os olhos por um segundo.

Como se estivesse se forçando a voltar à realidade.

Ele se afastou.

Rapidamente.

Como se nada tivesse acontecido.

Atendeu o telefone.

— Fale.

Aurora deu um passo para trás.

Respirando fundo.

Tentando recuperar o controle.

Mas nada dentro dela estava no lugar.

— Onde? — disse Adrian ao telefone.

Silêncio.

— Eu estou indo.

Ele desligou.

E voltou o olhar para Aurora.

Frio novamente.

Controlado.

Como se aquele momento nunca tivesse existido.

— Fique dentro da casa hoje.

Aurora franziu a testa.

— Eu tenho aula.

— Não hoje.

— O senhor não pode decidir isso.

— Posso.

A resposta veio imediata.

Firme.

Autoritária.

Aurora sentiu a irritação subir.

— Eu não sou sua propriedade.

Os olhos dele escureceram.

— Ainda não.

O silêncio caiu pesado entre eles.

Aurora arregalou levemente os olhos.

Mas antes que pudesse responder…

Adrian virou-se e saiu.

Deixando-a sozinha no corredor.

Com o coração acelerado.

A mente confusa.

E uma certeza começando a crescer dentro dela.

Aquilo não era mais apenas um trabalho.

Era algo muito maior.

Mais perigoso.

E muito mais intenso do que ela estava preparada para enfrentar.

E o pior de tudo…

era que uma parte dela…

não queria fugir. 🔥

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