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2. KIRA

Author: Yla
last update publish date: 2026-03-19 01:21:46

Recebi o convite do padre Cristian para apresentar o leilão beneficente esse ano junto com o meu noivo Tecio, mas infelizmente ele não vai poder participar junto comigo hoje pelo fato de estar viajando, infelizmente ele não vai chegar a tempo e como estou morrendo de saudades do meu amor, seguro o porta retrato com a nossa foto, beijo apaixonada e Felipa entrou de uma vez no meu consultório.

— Kira está beijando um porta retrato? Que loucura é essa minha amiga.

— Estou com muita saudades do Tecio, é por isso que estou beijando o porta retrato.

— É tanto amor que chega a dar inveja. — Felipa diz séria e eu sorri.

— Felipa você também vai encontrar o amor da sua vida, vamos comigo hoje ao leilão.

— Obrigada pelo convite, tenho um outro compromisso para ir. — Felipa diz e eu lamento.

Felipa foi embora, não tem jeito, terei que ir para o leilão somente com os meus pais. depois da minha família e do meu noivo ela é a pessoa que mais confio nessa vida. Filha única sempre me senti sozinha e adotei Felipa como irmã.

Sai do meu trabalho diretamente para um salão de beleza me arrumar. Aproveitei e fui comprar um vestido, escolhi um na cor violeta essa cor realça a cor da minha pele e cabelos. O grande espelho me revela

uma mulher tão linda hoje, não sei o que tem no dia de hoje estou me achando mais linda, não sei explicar, acho que é o vestido. Chamei a vendedora e o comprei imediatamente para usar logo mais a noite.

Voltei para a minha casa e os meus pais já tinham chegado dos seus trabalhos mamãe é empresária assim como o meu pai ambos cuidam de empresas diferentes e eu sou mega fã dos dois, os cumprimentei com um abraço.

— Filha você está tão linda, tem um brilho a mais. — mamae diz.

— Também estou me sentindo uma diva, acho que vou mais vezes ao salão. — Sorrimos juntas.

— Esse brilho tem nome. Se chama Tecio, não vejo a hora desse casamento. — Papai falou e eu me emocionei.

Tudo está se concretizando do jeitinho que eu pedi em oração, minha família também ama o meu noivo, isso é um sinal que fiz uma ótima escolha.

Fui me arrumar e pedi aos meus pais que fossem comigo e eles não me negaram isso. Após nos arrumar seguimos para lá, amo a simplicidade das pessoas desse bairro no qual o padre cuida tão bem, sou recebida como uma rainha por eles.

Cadê vez mais gente aparecia no salão e aos poucos foi lotando o padre corria de um lado para o outro organizando e recebendo os convidados e eu fui me preparar póis já estava com um frio na barriga, queria tanto que o meu amor estivesse aqui me dando força.

O salão se encontrava cada vez mais cheio e já estava chegando a hora de darmos início ao leilão, eu acho que o padre perdeu a hora e o vi passando no meio dos convidados, e na minha ansiedade não tive paciência de esperar e fui até a ele e jamais imaginei que os homens que estava com o padre seria o Éder Vilamout, homem esse que não quis vender o terreno para o meu namorado construir a nossa clínica médica, tenho medo de dele porque é uma pessoa ruim e não sabemos do que ele é capaz, o seu olhar firme e intimidador sobre mim, só me faz não querer estar no mesmo lugar que ele. Não quis nem ao menos apertar a sua mão, ignorando-o totalmente, Éder pode ser prestigiado por alguns a sua volta, menos por mim.

Já bastante nervosa e sem a permissão do padre subi ao palco e Jairo veio me ajudar apresentar o leilão e todos ao me verem no palco me aplaudiram. Só assim me senti pronta para continuar e a mesa que foi reservada para o meu noivo está ali na minha frente vazia, mas ao baixar o olhar para ler o que estava escrito na ficha, Éder Vilamout sentou-se à minha frente, na mesa vazia, o meu coração faltou sair pela boca, tive que conter a raiva que estou e eu escolhi não olhar para esse homem mau.

— Sejam todos bem-vindos, mais um ano aqui ao lado do meu companheiro Jairo. — Disse feliz.

— Prazer é todo meu querida — Jairo diz beijando a minha mão.

Éder fechou o semblante ao ver Jairo beijando a minha mão, fiz de conta que não vejo os olhares do Éder sobre mim e apresentamos o leilão. E para chamar a atenção de tudo e todos ao seu redor Éder só arrematava os prêmios que eu anunciava.

— olha essa pulseira com pequenas pedras de esmeraldas, olha a delicadeza — Mostrei a bela joia. Alguem vai querer ? — perguntei mesmo já sabendo que Éder ia arrematar tudo.

— Vinte e cinco mil dólares — Éder se levantou.

— Alguém mais vai concorrer, doli uma, doli duas, doli três — Tentei falar num tom de animação.

Ninguém quis concorrer com Éder, daqui do palco era possível ver as pessoas cochichando ao notar a atitude estranha dele em arrematar somente o que eu anunciava, ele não tirava os olhos de mim era como se só eu estivesse aqui e isso já estava sem graça, e me irritando, mas eu consegui sorrir e disfarçar a grande tensão que estava sobre os meus ombros, e se o meu noivo estivesse aqui, ele não ia aceitar essa situação toda.

Éder comprou todo o leilão e após isso eu não queria falar com ninguém só queria ir para a minha casa e a minha mãe veio me abraçar.

— Filha o que aconteceu que aquele não tirava os olhos de você? Já teve algum contato com ele? — Mamãe perguntou preocupada.

— Nunca o vi pessoalmente, mas sei de quem ele se trata. Hoje pude ver olho a olho o quão soberbo é — Falei nervosa.

— Vamos embora o seu pai nos espera no estacionamento. — Fui embora sem falar com mais ninguém.

Quando chegamos no estacionamento encontramos papai e Éder frente a frente discutindo, hoje não era o meu dia, eu tinha certeza. Andamos apressadamente até os dois e entrei na frente do meu pai.

— O que está acontecendo aqui? — Perguntei encarando Éder e o mesmo sorriu para mim.

— Por mim nada está acontecendo eu ia entrando no meu carro que por coincidência está próximo ao dele e esse senhor começou a me xingar. — Éder diz e eu fechei os olhos.

— Não quero acreditar no que estou ouvindo.

— Filha estou te defendendo desse homem descarado, você é noiva e merece ser respeitada, todos tem medo de você, eu não tenho. — Papai tenta partir para cima de Éder e eu não deixei.

— Já chega papai, esse homem já causou desconforto demais, não percebe que o jogo dele é nos tirar do sério — Disse cansada.

— Espero que você nunca mais ouse cruzar o nosso caminho novamente.

— Lamento decepcionar a família, mas iremos nos encontrar mais vezes, grava isso — Éder falou virando as costas para nós.

Senti um arrepio percorrer o meu corpo com as suas palavras, ele entrou no seu carro de luxo com o seu capanga e foi embora.

— Kira o que esse homem quis dizer que iremos nos encontrar novamente? — Mamãe perguntou preocupada.

— Vamos logo embora, a vida desse homem é querer intimidar as pessoas — Falei tentando acalmar os ânimos.

Voltamos para casa em silêncio e aproveitei para ligar para o Tecio, estou preocupada ele não ligou avisando que chegou, não vejo a hora de abraça-lo, mas na minha mente não consigo esquecer o olhar do Éder sobre mim, não posso ter medo dele e muito menos das suas ameaças.

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