로그인"Valentina"Eu terminava de fechar o zíper de um vestido preto sob medida, as curvas do meu corpo pareciam saltar com total atrevimento no linho. Eu estava satisfeita com a imagem refletida no espelho. Roupas sob medida realmente valorizavam o melhor do corpo. E junto com a maquiagem e o cabelo preso de um lado apenas, eu me senti bonita, verdadeiramente bonita. Mas eu me distraí no momento em que a porta de comunicação entre o banheiro e closet foi aberta e o Dante saiu de lá com nada mais que uma toalha enrolada na cintura. Ele havia chegado quando eu estava terminando a maquiagem e passou por mim, me dando um beijo no pescoço que me deu vontade de ir atrás dele no banho. - Você trancou a porta. - Eu me virei para ele e ele sorriu de lado. - Só porque nós temos uma aposta em andamento. - Ele se encostou no batente da porta e passou a mão pelos cabelos molhados. Eu mordi os lábios e senti a fisgada no meu ventre.- Ô homem gostoso! - Meu pensamento escapuliu pela minha boca e eu s
"Dante"O Murilo olhava estupefato para o aparelho. Ele demorou um pouco para conseguir dizer alguma coisa.- Mãe, espera, espera! A Valentina te convidou para jantar, entendi, mas o que o anel da minha avó e o dedo da Tatiana têm a ver com isso? - O Murilo perguntou e olhou para mim, movendo os lábios para me perguntar sobre o jantar sem emitir som. Eu dei de ombros e peguei o meu celular do bolso. - Tem tudo a ver, Murilo! - A Constança respondeu impaciente. - Ora, o jantar é para vocês dois, para comemorar que fizeram as pazes. Achei uma delicadeza da Valentina. E ela vai convidar a Márcia também. Ah, como eu gostaria que a Estela estivesse aqui. - A Constança suspirou, ela ainda sentia falta da minha mãe, como eu. - Ela ia amar a Valentina!- O Dante está aqui e você está no viva-voz. Você arrancou um sorriso idiota dele. Parece que ele concorda com você. - O Murilo respondeu para a mãe. - Mas eu continuo sem entender como é que você chegou ao anel. - Ora, Murilo! Eu não te ensi
"Dante"A minha entrada na sala do Murilo foi anunciada por um latido alto e alguns rodopios à minha frente, o Newton parecia feliz em me ver, diferente do Murilo que ergueu os olhos parecendo preocupado. - Você também voltou, Newton. - Eu me abaixei e fiz um carinho na cabeça do cachorro que colocou a língua para fora e fechou os olhos, parecendo satisfeito com o pequeno agrado. - Voltou, mas não virá todos os dias. A Morena não quer que ele deixe de ir à creche. Aparentemente a educação dele é importante. - O Murilo respondeu e largou a caneta sobre a mesa. - Vocês já estão discutindo a educação da criança, que lindo! - Eu brinquei e o Murilo estreitou os olhos como se me lançasse uma advertência. - O que foi, Murilo? A Tatiana voltou e voltou de uniforme. Imagino que vocês tenham se resolvido. - Eu me sentei em frente a ele. - Nos resolvemos. - Ele confirmou e fez uma breve pausa, desviando os olhos para a cadeira vazia da Tatiana e voltando a me olhar depois de alguns segundos
"Valentina"O Dante e eu entramos no elevador da empresa na manhã de sexta ainda rindo do clima de velório no café da manhã. Os agregados estavam todos à mesa e o que mais me surpreendeu foi a D. Marta informar que havia recebido o pagamento que eu exigi do Otto. - Eu ainda não acredito que ele pagou as despesas dele. - O Dante riu, abraçado a mim. - Encrenca, como você consegue essas coisas?- Eu já disse chicletinho, eu sou "uma deusa, uma louca, uma feiticeira". Talvez o encostado esteja preocupado com a minha parte louca. - Eu pisquei para ele. - Ah, e ele deve mesmo ficar bem preocupado. - Ele acrescentou e me deu um beijo no pescoço. - Você parou de me chamar de mauricinho. - Ele observou.- Porque você é realmente um chicletinho, está mais agarrado a mim do que a minha máscara de cílios. - Eu brinquei e ele riu. Eu adorava ouvir a risada dele e ver os olhos brilhando, como se sorrissem junto com a boca. Ele ficava de tirar o fôlego quando sorria.O som do bipe eletrônico indi
"Otto"Eu empurrei a porta do quarto da Aurélia sem me dar ao trabalho de bater. Eu estava furioso demais para me preocupar com convenções. A piranha da Valentina estava me irritando cada vez mais e ela não tinha brincado quando disse que eu teria que "contribuir", ela já tinha trancado as bebidas da casa! Eu bati a porta atrás de mim, o estrondo provavelmente ecoou por toda a casa, o meu maxilar estava rígido de ódio. O terno sob medida que eu vestia parecia me queimar, tamanha era a descarga de adrenalina e fúria que aquela vadia da Valentina havia feito disparar em minhas veias depois da sua exibição na mesa de jantar.- Olha aí, não disse que ele viria. - A Aurélia apontou, sentada na cama ao lado do Breno. - Claro que eu viria. Depois da humilhação que aquela vagabunda nos fez, o que você esperava? Aliás, o que nós estamos esperando? - Eu perguntei a Aurélia, que revirou os olhos.- Ele tem razão, mamãe, aquela mulher está abusando demais. Nós não temos mais liberdade na nossa
"Dante"As refeições eram sempre mais agradáveis depois que a Valentina fazia o Otto, a Aurélia e o Breno se retirarem. Antes era o contrário, eu me retirava, preferia fazer as refeições sozinho no meu quarto, mas a Valentina mudou isso e eu percebi que por muito tempo eu permiti que eles se comportassem como os donos da minha casa. A Valentina! Entre tantas coisas, ela também estava me lembrando que a casa era minha. Eu estava sentado na beirada da cama, massageando o meu pescoço, sentindo a tensão do dia ainda nos meus músculos, quando a Valentina saiu do closet usando uma camisola curta de seda azul marinho, com detalhes nas alças, busto e barra em renda bicolor azul bordada em creme. Sobre a camisola ela usava um negligê aberto, da mesma cor e com a mesma renda. Ela havia parado de usar as minhas camisas para dormir e a cada noite vestia uma camisola diferente, todas lindas e delicadas, abraçando suas curvas caprichosamente e a deixando ainda mais sexy. Eu a encarei sem nenhum p







