Os olhos de Dante eram profundos, muito profundos, era mesmo uma criança fácil de agradar.Depois do café da manhã, ele segurou a mão de Luana e caminhou com ela pelo condomínio, até deixá-la na casa do bloco sete.Aquele lugar, que ele não visitava havia tanto tempo, guardava os oito meses que os dois viveram juntos, e tinha um significado enorme pra ele.Luana cadastrou novamente a digital dele na porta.Por causa de tudo o que tinham vivido, ficaram em silêncio. Ainda assim, por dentro, o peito dos dois fervia de emoção.Dante entrou na casa sem dizer nada. Quando chegou à sala, os olhos se avermelharam de repente, e uma lágrima escorreu pelo canto.Luana o olhou daquele jeito e, de repente, os olhos também se encheram d’água.Ela se jogou nos braços de Dante, querendo apertá-lo com toda a força, bem forte, o mais forte que pudesse.Talvez a intensidade corresse no sangue de Dante, mas ele jamais foi um homem sentimental. Chorar era algo totalmente estranho pra ele.E, mesmo assim,
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