Cauã só murmurou um “hum” e não perguntou mais nada.Quando todos entraram na casa, Manuela já tinha mandado os empregados prepararem café e frutas. A sala estava aquecida, aconchegante.Íris e Manuela se sentaram juntas e começaram a conversar sobre o parto de Luiza: falaram de hospital, de enfermeira particular, de quem ia cuidar dela no pós‑parto, de dieta, de repouso — não deixaram escapar nenhum detalhe.Cauã ficou sentado por perto e, de vez em quando, se metia no assunto. Depois de levar duas alfinetadas de Íris: “Você nunca pariu ninguém, o que é que você entende disso?”, ele resolveu ficar quieto.A partir daí, ele realmente sossegou, mas, de vez em quando, ainda deixava o olhar escapar na direção da escada.Luiza percebeu tudo, mas fingiu que não via.Ela levou a xícara de café aos lábios, tomou um gole e comentou com naturalidade:— A Lilian falou que daqui a pouco desce para ver se o berço do bebê está montado direito. Ela presta mais atenção nesses detalhes do que eu.Cauã
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