Liliane sorriu, estreitando os olhos com malícia.— A reputação arruinada é a minha e eu não me importei, por que você se importaria?— Eu me importo. — Rebateu ele, desviando o olhar para a estrada à frente. — Até um rato tem mais vergonha na cara do que certas pessoas; dignidade deveria ter limites.Liliane piscou, confusa com a comparação.— Está me xingando? É isso?— Adivinhe. — Lançou ele e, sem dar tempo para que ela processasse a afronta, acelerou o carro, deixando-a para trás numa nuvem de poeira.— Ei! Valentino, seu desgraçado! — Gritou Liliane, batendo o pé no chão de frustração enquanto observava as luzes traseiras sumirem na estrada. Ela ergueu a mão para socar o ar, mas recolheu o gesto bruscamente, quase acertando o tronco de um plátano próximo. — Que papo foi aquele de rato? Falando em códigos para me insultar, que ódio!Ela respirou fundo, tentando, sem sucesso, dissipar a fúria que lhe queimava o peito. Ele realmente a deixara ali, sozinha, sem a menor cerimônia. Nem
Read more