Ao notar a seriedade estampada no rosto de Luana, o olhar de Vinícius, antes severo, suavizou-se gradativamente, e a tensão que franzia sua testa começou a se dissipar. Ele permaneceu em silêncio por um breve instante, inclinou-se para recolher a raquete caída no chão e, quando voltou a falar, sua voz soou grave, carregando um tom de resignação que ele tentava, sem sucesso, disfarçar.— Tudo bem, aceito o período de experiência. Não vou interferir nas suas decisões. — Declarou ele, erguendo os olhos para encará-la com intensidade. — Mas você precisa me prometer uma coisa: independentemente do que aconteça daqui para a frente, você tem que me contar. Caso contrário, eu paro de falar com você de verdade.Luana sorriu, entrelaçando o braço no dele com carinho.— Isso significa que não posso contar para o papai? — Provocou ela.Vinícius empurrou levemente a testa dela com o dedo indicador, num gesto de falsa repreensão.— Por enquanto, não. Bico fechado.Nos dias que se seguiram, a poeira
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