Afonso franziu a testa, a confusão evidente em seu olhar severo.— O que você quer dizer com isso?— A Yasmin... fui eu quem a empurrou da escada, sem querer. Eu juro, pai, eu nunca quis matar a Yasmin! — César desabou em choro, o rosto contorcido por uma mistura palpável de arrependimento e terror. — Tivemos uma discussão acalorada e, no calor do momento, fiquei com medo de que ela... Fui um canalha! Perdi a cabeça, me deixei levar pela loucura! Eu mereço morrer!Em um acesso de fúria contra si mesmo, César começou a se esbofetear violentamente, o som dos tapas estalando cada vez mais alto pela sala. Emanuel, agindo rápido, estendeu a mão e segurou os pulsos do irmão.— César, pare com isso! Se acalme e fale direito, se machucar não vai resolver nada.— A culpa é toda minha, pai! Eu sou um lixo, eu falhei com o senhor! — Gritou César, debatendo-se.— Falhou comigo? — Afonso repetiu, ponderando as palavras do filho. De repente, uma suspeita sombria cruzou sua mente e ele lançou um olha
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