Quando Luana finalmente chegou em casa, o relógio já marcava nove e meia da noite. Com o rosto ainda corado e o coração acelerado, ela subiu as escadas apressada, tentando evitar qualquer interrogatório, mas acabou dando de cara com Danilo no corredor. O pai, que raramente a via chegar tão tarde, franziu a testa, visivelmente preocupado.— Luana? Por que chegou só agora, filha? — Indagou ele, analisando a expressão dela.— Ah... eu acabei comendo um lanche com uns amigos, perdi a noção da hora. — Mentiu ela, coçando a bochecha num gesto nervoso para disfarçar o constrangimento. — E o senhor, pai? Ainda acordado?— É a insônia, não estou conseguindo pregar o olho. — Suspirou Danilo, decidindo não insistir nas perguntas sobre o atraso da filha. — Vou descer para preparar um chá. Se não tomo uma xícara, parece que o corpo todo fica estranho.— Chá a essa hora da noite? Não vai tirar ainda mais o seu sono?— Que nada, já criei imunidade. Na verdade, durmo até melhor depois de uma xícara qu
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