A enfermeira parecia perdida em seus próprios pensamentos, com o olhar fixo no vazio, como se estivesse tentando processar tudo o que havia acabado de ouvir.Liliane, tocada por aquele silêncio doloroso, estendeu a mão e segurou a dela com firmeza, tentando transmitir alguma segurança.— Fica tranquila. A gente dá um jeito e vai trazer o seu filho de volta para casa, sã e salvo. Eu prometo.Ao ouvir aquela promessa tão convicta, a mulher apenas assentiu com a cabeça, sem forças para dizer mais nada. Naquele momento de desespero, ela não tinha outra escolha a não ser depositar todas as suas esperanças naquele casal de desconhecidos.Assim que se despediram e saíram da casa, os dois voltaram para o carro. Valentino se acomodou no banco do motorista e, enquanto puxava o cinto de segurança para afivelá-lo, acabou soltando uma risada baixa, meio irônica.Liliane franziu a testa, sem entender a reação dele, e se virou para encará-lo.— Do que você está rindo agora, hein?— Estou rindo de voc
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