Débora ficou com os olhos pouco a pouco vermelhos, com as lágrimas se acumulando sem cair.Desde o dia em que ela tinha voltado do cemitério, era como se ela tivesse trancado todos os sentimentos. Ela não tinha mais sorrido, mas também não tinha chorado nenhuma vez.Thiago via ela daquele jeito todos os dias, e a preocupação dentro dele crescia feito trepadeira, se espalhando por todo canto.Naquele momento, a casca dura finalmente começou a rachar. Ela voltou a demonstrar alguma emoção, não era mais só aquela figura anestesiada.Thiago soltou um fio de ar, quase em alívio, e sugeriu com cuidado:— Débora, eu tô tentando arrumar um tempo pra te levar até Cidade J, pra você ver o doutor Emanuel, tudo bem? Do jeito que você tá agora, é importante um psicólogo te acompanhar de novo.Débora, no entanto, balançou a cabeça devagar. A voz dela veio embargada:— Eu não quero ir pra lugar nenhum… Não existe médico no mundo que consiga trazer a minha mãe de volta…— Na verdade… — As palavras sub
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