Mas aquela frase leve demais de Rebeca foi o golpe que faltava.Bruno sentiu como se algo tivesse lhe atravessado o peito.— Rebeca, minha mãe sempre foi boa comigo!A voz saiu mais alta, quase ferida.— Eu perdi meus pais muito cedo. Se não fosse por ela, se ela não tivesse me dado tudo, eu nunca teria chegado até aqui.Ele respirou, agarrado à própria defesa.— Ela foi dura comigo, sim. Mas me ensinou muita coisa.Rebeca já ia embora, mas Bruno continuou falando, irritado, como um gato que teve o rabo pisado. No fim, ela parou.— Boa com você? Bruno, você está tentando enganar quem? Nem toda mulher que cria alguém vira mãe. Crescer ao lado dela te fez feliz?Rebeca detestava esse tipo de discussão barata. A voz saiu mais afiada do que pretendia.Mas, sinceramente, àquela altura, ela também não devia delicadeza nenhuma a Bruno.O que a surpreendia era outra coisa.No dia a dia, ele parecia esperto, calculista, cheio de truques. Mas, quando o assunto era Carolina, virava um idiota comp
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