Heitor adorava mordiscá‑la de leve, beijá‑la, enroscar o corpo no dela até esgotar qualquer sobra de energia.De repente, Patrícia se lembrou do que Marcelo tinha dito.Nos últimos tempos, Heitor tinha sido bom demais com ela. Ele vivia tentando agradá‑la, suportava qualquer explosão de humor sem reclamar. Mesmo quando ele já estava à beira de perder o controle do próprio desejo, bastava ela dizer que não queria e ele recuava, paciente. Quando eles ficavam a sós, ele grudava nela o tempo inteiro, como se não soubesse existir sem aquele contato.Ela gostava disso. Gostava muito. Mas, lá no fundo, ela sentia que aquilo não duraria pra sempre. O Heitor que ela conhecia tinha sido frio, distante, quase inacessível. Era o homem que evitava dormir encostado nela, que sempre criava um vão na cama entre os dois.E ninguém passa a vida inteira disposto a se rebaixar tanto assim, a andar em volta do outro em círculos, com tanto cuidado, por tempo indefinido.Quando ele conseguisse o que queria,
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