Quando Patrícia quase desmaiou de pavor, o tiro não veio.Ela firmou os pés no chão, virou o corpo e finalmente enxergou, na escuridão, o olhar de Jacó. O brilho gelado nos olhos dele, frio como luar de inverno, avisava para Patrícia não fazer barulho. Havia um recado naquele olhar, mas o que mais pesava ali era a ameaça.Se Heitor não tivesse notado a presença deles, Jacó não tinha intenção de atirar primeiro para matar. Mas, se Patrícia o forçasse, se ela insistisse em chamar a atenção de Heitor, Jacó não ia hesitar em derrubá‑lo ali mesmo.Jacó já tinha sangue nas mãos. Para ele, acrescentar mais um morto à conta não fazia diferença alguma. Um condenado à morte não carregava mais peso de consciência.As lágrimas de Patrícia começaram a cair sem parar. As gotas escorreram pelo rosto dela, desceram pela bochecha e foram cair na palma da mão de Jacó, que ainda abafava a boca dela. Até Heitor se afastar, seguindo em outra direção no meio da mata, ela não soltou um único som.Quando o ca
Read more