O que Patrícia podia fazer?O clima dentro do quarto estava pesado, estranho, carregado de algo ruim. Por mais que Patrícia estivesse sentindo dor em cada pedaço do corpo, ela tinha parado de gemer. Ela sabia que não adiantava nada. Ali era o fundo do terreno, longe da frente da casa, como se fosse outro mundo.Além disso, Paula queria esconder tudo de Heitor para poder machucá‑la à vontade. Ela jamais permitiria que Heitor soubesse do que estava acontecendo ali.No dia seguinte ao Natal, o dono da casa, Heitor, estava no auge da correria. Ele tinha uma fila interminável de convidados, presentes que não acabavam mais, cumprimentos e conversas que pareciam não ter fim.O celular de Patrícia tinha ficado largado lá no criado‑mudo do quarto. Ela só conseguia desejar, em silêncio, que o corpo dela aguentasse firme e que ela sobrevivesse a tudo o que ainda estava por vir.Ela levantou a mão com dificuldade e limpou o sangue que escorria pelo canto do olho, prestes a invadir a visão.Paula n
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