Rodrigo não respondeu, mas a expressão em seu rosto dizia tudo.Henrique quis abrir a boca para aconselhá-lo. Aquela atitude era extrema, quase anormal. Mas, ao lembrar de tudo o que Rodrigo havia vivido desde a infância, percebeu que, não importa o que dissesse, provavelmente não seria ouvido. Ele queria que Luísa desse de cara na parede, mas essa parede, muito provavelmente, acabaria atingindo a ele mesmo.Depois de ponderar tudo isso, decidiu não tentar convencê-lo. Rodrigo precisava errar para aprender. Somente errando ele se tornaria um pouco mais normal.— Precisa que eu faça alguma coisa? — Henrique reprimiu os outros pensamentos e, em silêncio, pediu desculpas a Luísa em seu coração.— Convide algumas pessoas que antes, por causa da minha presença, hesitavam em confrontar a Luísa. — Disse Rodrigo com tranquilidade, sem deixar transparecer qualquer emoção. — Se não quiserem vir, diga que o convite partiu de mim.Em geral, a festa anual da empresa era apenas para os funcionários,
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