Quando ela desceu, José não parava de fazer sinais com os olhos, indicando que ela ficasse no quarto. Mas Bruna, se fosse obediente, não seria Bruna. Ela se jogou na cadeira ao lado de José, encarando Rodrigo e os outros de frente.— Bruna... — Começou Tatiana, claramente de propósito. — Não, agora devo te chamar de irmã. Na época da universidade, Lulu sempre falava de você, de como você é leal e a melhor amiga dela.— Eu não sou a irmã de filha de amante. — Bruna pegou uma maçã e deu uma mordida casualmente.O rosto de Tatiana mudou na hora. Ela não esperava que, com Rodrigo ali, Bruna fosse tão direta.— Genética é uma coisa engraçada. — Bruna deu outra mordida, cruzou as pernas e falou com desdém. — A mãe é amante, a filha é amante, filha de peixe, peixinho é.— Bem, eu e você agora somos... — Tatiana ainda não terminou a frase.— Mas onde há uma amante, há um canalha. — Os olhos de Bruna se voltaram para o próprio pai, sem cerimônia. — Felizmente minha mãe tem genes fortes, e eu nã
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