No dia seguinte, o clima na empresa tinha mudado por completo.Nos corredores, na copa, em todos os cantos, havia funcionárias cochichando. Quando elas me viam, elas desviavam o olhar, mas o sorriso contido no canto da boca entregava a animação delas.A mesa de Esther tinha se tornado o centro de todo o departamento.Um grupo de pessoas se amontoava em volta dela. Pela boca, eles diziam que ela era "corajosa demais", mas, no rosto, o que existia era pura torcida e expectativa.— Esther, a gente está com você!— É isso aí, por que todo o dinheiro vai para as professoras da creche e a gente não vê um centavo?— Pode tocar o terror tranquila, quando muita gente se mexe, ninguém é punido. Ela não vai ter coragem de mandar todo mundo embora.Quando eu passei por ali, eu ouvi cada palavra com perfeita clareza.Na cabeça delas, eu não passava de uma "patroa boazinha" de quem todo mundo podia tirar vantagem, apertar, chantagear.À tarde, Camila entrou sozinha na minha sala. Os olhos dela estav
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