— Já vamos indo, tchauzinho, professora Natacha! — Gritaram as duas, correndo pelo pátio.— Ei, esperem! Voltem aqui! — Tentou chamar Natacha, mas as jovens já estavam longe demais para ouvir seus apelos.Sozinha no corredor externo, ela soltou um suspiro frustrado."Que droga! Por que ele simplesmente não me disse quem era de uma vez? E para piorar, estou com esse maldito salto quebrado e mal consigo andar...", ela se lamentou em pensamento, sentindo a irritação crescer.Sem outra alternativa viável para reverter o desastre, Natacha engoliu o orgulho e, dando passos desajeitados, caminhou de volta até a lixeira onde havia descartado o bilhete. Aquele pedaço de papel amassado era, no momento, o único elo que restava entre ela e a chance de conseguir a matéria de sua vida. Após quase dez minutos de uma busca minuciosa e embaraçosa, Natacha finalmente conseguiu pescar o bilhete do fundo do cesto de lixo. Controlando a repulsa de tocar no papel sujo, ela digitou o número no celular e sal
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