— Tenho uma vaga lembrança, sim. O seu era aquele gato malhado, não era? — Perguntei, tentando puxar pela memória para manter a conversa.— Não. O meu era um frajola. — Corrigiu ela com uma voz neutra, sem demonstrar muita emoção.— Ah, devo ter confundido as coisas, afinal já faz muito tempo. — Disfarcei com uma risada sem graça, buscando aliviar o clima pesado no carro. A vida de bombeiro vai muito além de apenas apagar incêndios, englobando todo tipo de resgate que se possa imaginar na rotina de uma cidade. Já perdi as contas de quantos cães e gatos tirei de situações de risco ao longo dos anos, então seria impossível lembrar ao certo do bicho de estimação de uma especialista em artes marciais. Verônica preferiu o silêncio, deixando uma atmosfera densa tomar conta do interior do veículo. Incomodado com aquela quietude pesada, decidi puxar assunto outra vez.— Verônica, com todas essas suas habilidades, você tem mesmo certeza de que consegue derrotar um campeão estadual? — Títulos
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