— Senhor, me tira daqui... por favor. Eu estou com muito calor... — Murmurou a garota.A voz dela continuava soando atrás de mim, baixa e rouca, enquanto os braços permaneciam presos ao meu pescoço com uma força surpreendente. Sem outra opção, e também sem coragem de abandoná-la naquela situação, inclinei o corpo, ajeitei a garota nas costas e a tirei do bar.No momento exato em que passei pela porta, vi pelo reflexo do vidro alguns homens saindo de um reservado. Eles olhavam ao redor, inquietos, como se procurassem alguém."Será que ela está mesmo metida em encrenca?", me perguntei.Franzi levemente a testa, mas não disse nada. Apenas apertei o passo e me afastei dali com a garota nas costas, pensando em deixá-la em segurança em um hotel perto da Universidade de Oeiras.Durante o caminho, a respiração dela ficou cada vez mais pesada. Pelo jeito, o efeito da droga estava se intensificando. Acelerei ainda mais e, sob o olhar desconfiado da recepcionista do hotel, subi com ela até o quar
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