Mas, depois de um mês inteiro de tratamento, a melhora tinha sido mínima. Aquilo era estranho demais.Atrás das lentes finas de metal, o olhar de Fabiano escureceu um tom.Maia tinha esperado por ele um bom tempo no leito, até que finalmente viu Fabiano entrar pela porta do quarto. O rosto dela, até então sombrio e abatido, se acendeu:— Fabiano!Ela se endireitou na cama. As ondas do cabelo loiro caíram em volta das orelhas, deixando o rosto dela ainda mais pálido.Quando ela reparou que Fabiano não estava com a bengala, ela resmungou baixinho:— Você esqueceu de novo o que o médico falou. Rui, vai lá pegar a bengala do Sr. Fabiano.— Não precisa. — Disse Fabiano, com frieza.Da primeira vez, o gesso tinha servido só para impedir que ele exagerasse nos movimentos. O corpo dele era forte, cicatrizava rápido. Depois que tiraram o gesso, uns dez dias com a bengala já tinham sido mais do que suficientes.— Mesmo assim, você precisa se cuidar. Não fica muito tempo em pé, senta aqui. — Ela
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