— Espera só mais um pouco. — A voz do homem saiu grave, rouca de contenção.Naquele momento, Ivone já não tinha mais nenhuma lucidez. Ela não ouvia o que ele dizia, não sabia onde estava, não reconhecia quem estava na frente dela.Na cabeça dela só existia uma ideia: aliviar aquela sensação. Era como se um fogo queimasse seu baixo-ventre, e ela precisava desesperadamente de algo que apagasse esse incêndio.Ela só queria parar de sofrer.O desejo que parecia rasgar o corpo por dentro fazia com que ela quisesse explodir. Ela agarrou o casaco gelado do homem, e o calor no fundo da barriga ficou ainda mais intenso.Ela se debruçou sobre o encosto do banco do motorista, o peito colado nas costas do assento. As pontas dos dedos, em brasa, deslizaram pelo colarinho dele, tentando entrar por baixo do tecido…De repente, uma mão grande, de dedos longos e ossudos, desceu e apertou o punho dela por cima da roupa. Os dedos daquela mão tremiam, e a força contida parecia prestes a quebrar os próprio
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