Sofia estremeceu quando o sorriso gelado nos olhos de Yara a atingiu. Na mesma hora, lembrou do tapa ardente que tinha levado na FS.Yara agora parecia uma louca. Do tipo que era capaz de qualquer coisa, sem freio.Aquilo era uma ameaça, bem na cara.Se Yara realmente segurasse o bebê, todo mundo ia elogiá-la por ser sensata e generosa. E, pior ainda, aquela criança passaria a ser, de nome e de fato, o filho dela.O filho que Sofia tinha trazido ao mundo à custa de meio corpo e meia vida. Como ela poderia deixar isso nas mãos de Yara?Sofia puxou o bebê dos braços de Hugo na mesma hora. O gesto, sem querer, transbordava posse:— Ele estranha gente. Se começar a chorar no meio da festa, vai ficar feio. Melhor você segurar outra hora.Yara abriu as mãos, num gesto cheio de significado, deixando claro que não tinha sido ela quem recusara.A mudança repentina deixou as senhoras que, segundos antes, discursavam sobre gratidão, com a cara como se tivessem levado um tapa invisível.Os rostos
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