FAZER LOGINYara Valença testemunhou com os próprios olhos a traição mais baixa do próprio marido. Hugo Ferraz tinha engravidado a esposa do próprio irmão e ainda dizia, cheio de razão: — Você não pode ter filhos. A Família Ferraz não pode ficar sem herdeiros. Que ironia. O homem que, no passado, tinha se ajoelhado nove vezes para pedi-la em casamento e jurado que preferia fazer uma vasectomia a ter filhos também era ele. Já que o amor tinha virado piada, não havia mais por que preservar a dignidade. Naquela mesma noite, ela ligou para o número para o qual ninguém ousava ligar e se casou com o homem mais poderoso da Cidade N. Quando se reencontraram, foi no casamento dela. Hugo finalmente ficou com os olhos vermelhos, ajoelhou-se diante dela. — Amor, eu errei. Por favor, olha pra mim de novo, só mais uma vez... Yara deu um passo para trás e caiu, exatamente, nos braços do homem atrás dela. Aquele que todos diziam ser sombrio e implacável, que controlava metade da cidade, o "Senhor do Inferno", Victor Ferraz, apertou a cintura dela. A voz saiu fria como uma lâmina: — Parece que você esqueceu a sua posição. — Agora, ela é sua cunhada.
Ver maisQuando Hugo foi empurrado para fora do salão, Célia e Sofia chegaram logo atrás.Célia olhou para Hugo, com o rosto pálido, como se a alma tivesse sido arrancada do corpo. Entre dor e fúria, ela começou a xingar a porta do casamento, que estava fechada:— Aquela Yara, essa vagabunda sem vergonha! Como ela se atreve?! Ela sabe que você e o Victor são inimigos mortais, e ainda assim casa com ele. Isso é enfiar uma faca direto no seu peito! Ela é podre. Podre até os ossos!Por dentro, Sofia estava em êxtase, a ponto de querer soltar fogos de artifício para comemorar.No rosto, porém, mudou para uma expressão de preocupação e ansiedade. Aproximou-se com delicadeza e segurou o outro braço de Hugo, o que não estava machucado.— Hugo, tenta se acalmar. As coisas já chegaram a esse ponto... a hora marcada da cerimônia de reconhecimento está quase passando. Tem tantos convidados esperando. Se perder o horário, o bebê vai virar motivo de piada no futuro.— Vamos voltar primeiro e fazer o que pre
Victor estreitou levemente os olhos, e a aura ao redor dele ficou perigosa e gelada na mesma hora.Hugo caminhou até a frente dela e tentou agarrar o braço dela, a voz saindo distorcida pela agitação extrema:— Isso passou dos limites, Yara! Você exagerou demais! Vem comigo agora!Yara deu um passo rápido para trás, evitando o toque dele, o olhar frio.— Exagero? Hugo, até agora você ainda acha que eu estou brincando com você?— Se não está brincando, então o que é isso? Casamento não é brincadeira. E o Victor muito menos é uma ferramenta para você me provocar. Acorda.Hugo rugiu, com o peito doendo:— Você é minha esposa. Nós já tivemos um casamento!— Legalmente, nós não temos relação nenhuma.Yara lembrou, com uma calma cruel:— E, desde aquela noite de neve, quando você deixou sua mãe me colocar para fora de casa, eu e você já tínhamos acabado.— Eu só... só fiz aquilo por conveniência. Eu te amo. Você devia entender o meu lado.Hugo se enrolou nas próprias palavras, tentando expli
Mas, no segundo seguinte, ele sacudiu a cabeça com força, tentando expulsar aquele pensamento absurdo.Não. Impossível. Aquela era Júlia!Hoje era o casamento de Victor e Júlia!Ele devia estar louco. Como podia achar que aquela era Yara?— Hugo! A hora marcada já vai chegar, o que você ainda está fazendo parado na porta?Célia saiu do salão de festas, apressando com impaciência:— Ainda bem que ela nem apareceu. Como se alguém quisesse que uma mulher que não pode ter filhos fosse a mãe do meu neto? Dá azar!Hugo franziu o cenho e insistiu, teimoso:— Espera mais um pouco. Ela vai vir.Ele conhecia Yara. Ela tinha o coração mole. Não seria tão cruel de verdade...Sofia estava com o bebê nos braços. Ao ver Hugo daquele jeito, completamente fora de si, o olhar dela escureceu.Ela estendeu a mão em silêncio e beliscou com força a coxa macia da criança.O choro explodiu, rasgando o ar.Célia, na hora, tomou o bebê nos braços, aflita:— Ai, ai, ai! Meu bebê da vovó, por que está chorando ta
Yara arqueou a sobrancelha e atendeu.Do outro lado, a voz de Sofia veio imediatamente, propositalmente mais alta, transbordando exibição e satisfação.— Yara, você viu as notícias? Hoje, no hotel mais exclusivo da Cidade N, o Hotel Apex, está acontecendo a cerimônia de reconhecimento do meu filho.— O Hugo já disse que vai ser a coisa mais grandiosa e luxuosa. Toda a elite da Cidade N vai estar lá.— A partir de hoje, todo mundo vai saber que o meu filho é o primogênito legítimo do Hugo, o herdeiro do futuro da Família Ferraz. Eu e o Hugo somos uma família. Ninguém vai nos separar. Vamos ser sempre os mais próximos.Diante da provocação, Yara olhou para o reflexo no espelho. O vestido de noiva, a luz, o brilho. Tudo parecia uma ironia perfeita.— Sofia, você tem certeza de que quer me provocar justo agora? — Os lábios se moveram devagar. A voz saiu fria. — O Hugo está morrendo de vontade que eu apareça nessa cerimônia. Me diz… se eu for agora, você não acha que o espetáculo vai ficar






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