Quando descobri que o Rodrigo tinha ido para um hotel com a Carolina, a amiguinha de infância dele, e que tinha dormido com ela só para consolá-la por ter levado um fora, eu dei um tapa nele.No quarto do hotel, a camisa de Rodrigo estava meio aberta, e as marcas no pescoço ainda ficavam visíveis.Eu parei bem na frente dele e o encarei, exigindo que ele me respondesse por aquilo.Ele estalou a língua, passou a mão pelos cabelos, como se eu tivesse dito a coisa mais absurda do mundo.— A gente só está namorando, não é casado. Você não manda com quem eu durmo.Ele terminou de falar e ainda virou a cabeça para olhar a Carolina.Carolina respondeu em voz baixa, com a voz embargada.— Verônica, me desculpa, a culpa é toda minha. Não desconta nele...— Chega.Rodrigo a interrompeu, mas foi para mim que ele olhou, o olhar ficando frio.— Eu fiz porque quis. É só isso, e você faz questão de transformar num espetáculo desses. Quer terminar de novo, é isso?De novo, terminar.Era a décima prime
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