Meu coração afundou um pouco. Veio um incômodo.Por que ele ainda estava assim.Eu pensei em dar a volta na hora, mas ele ouviu meus passos e virou a cabeça de repente.A chuva tinha encharcado o cabelo e os ombros dele. Ele parecia ainda mais abatido do que da última vez.As bochechas estavam fundas. Os olhos, cheios de veias vermelhas. A barba no queixo mais longa e mais desordenada. O corpo inteiro carregava um peso de decadência e cheiro de álcool.Só que, no instante em que me viu, aqueles olhos mortos se acenderam com um brilho quase assustador.— Verônica... — A voz saiu rouca, quase rasgando. Ele se levantou cambaleando, por pouco não caiu.Eu parei.Ele puxou o canto da boca, tentando sorrir. Ficou pior do que chorar.— Você acabou de sair do laboratório? Tão tarde assim. Está cansada?— Tô bem.Meu olhar desceu até as latas vazias aos pés dele.— Você anda bebendo demais?Ele balançou a cabeça, num riso amargo.— Não... eu larguei o trabalho que minha família tinha arranjado
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