Larissa voltou para junto da cama e pegou a mão de Samuel outra vez. Levou a mão do avô ao rosto e se aninhou contra ela, os olhos já vermelhos.— Vovô... acorda, por favor. Eu estou com medo...A voz falhou.— Eu te imploro. Acorda. O que você quiser que eu aprenda, eu aprendo.Ela apertou os dedos dele contra o rosto.— Se você acordar, eu faço tudo o que você mandar, está bem?As lágrimas começaram a escorrer.— Vovô, eu errei. Eu não devia ter vivido sempre do meu jeito, sem pensar nas consequências. Não devia ter feito do amor a única coisa importante da minha vida... e muito menos me diminuído tanto por uma coisa que eu chamava de amor.A culpa, que Larissa vinha tentando manter sob controle havia dias, enfim a engoliu por inteiro.— Me perdoa, vovô... Foi por minha causa que você ficou assim. A culpa é minha.Ela segurou a mão de Samuel com força e encostou a testa nela.O choro veio de uma vez.Larissa soluçou até perder o fôlego, incapaz de se conter, enquanto a luz branca do
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