— Pamela, não me obriga a ir mais longe. Se alguma coisa acontecer com ela, eu mesmo acabo com você.A ameaça saiu gelada, acompanhada por um olhar que não deixava qualquer dúvida de que Arthur falava sério.Então ele soltou Pamela.Sem lhe oferecer mais uma palavra, virou as costas e foi embora.Pamela ficou pálida.Ainda tentou correr atrás dele, mas Augusto segurou seu braço.— Já não passou vergonha o bastante?— Me solta!Ela se debateu com força, a urgência beirando o pânico.Estava com medo.Medo de que, depois daquela noite, Arthur nunca mais aceitasse vê-la.Pamela continuou tentando se libertar, mas Augusto não cedeu.Só conseguiu assistir, impotente, enquanto Arthur entrava no carro e desaparecia dali.Foi o bastante para que ela perdesse o controle outra vez.— Me larga!Pamela começou a golpear Augusto, socando seu peito e seus braços sem qualquer medida.Ele suportou tudo sem reagir. No fim, simplesmente a arrastou até o próprio carro, a colocou lá dentro e mandou o motor
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