A raiva ardia nos olhos de Beatriz, mas a urgência já lhe desfigurava a habitual compostura. Arthur, ao contrário, nem se abalou. Alto, de postura irrepreensível, observava a mãe com a tranquilidade quase insolente de quem recebia uma visita inconveniente. Quanto mais sereno ele parecia, mais evidente ficava o descontrole dela.— Arthur, estou falando com você! Está me ouvindo? Quero Eduardo de volta. Agora!Ele deixou o silêncio se prolongar, sem a menor pressa de responder. Só então um sorriso de escárnio lhe tocou os lábios.— A senhora veio até meu escritório fazer esse escândalo por causa de um estranho? — Arthur inclinou ligeiramente a cabeça. — E o que faz pensar que eu sei onde ele está?Beatriz ficou lívida.Ora, por favor. Não pisaria ali sem antes descobrir quem levou Eduardo.Nos últimos tempos, o filho agiu tantas vezes contra seus interesses que ela já não conseguia atribuir tudo a coincidências. A princípio, acreditou que ele só queria agradar Larissa e, de quebra, abrir
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