(Ponto de vista de Yolanda)O policial levantou-se e saiu imediatamente. Otávio ficou paralisado por um momento, mas acabou se erguendo e correu atrás dele. No caminho, desequilibrou-se e sofreu uma queda, enquanto os médicos legistas trocaram olhares antes de segui-lo.Às margens do rio, debaixo da ponte, Otávio abriu caminho por entre a multidão e ficou atônito ao encarar a cabeça inchada pela água, que exalava um odor pútrido e insuportável.Um legista que já havia examinado centenas de cadáveres sentia, naquele instante, como se seus pés estivessem chumbados no concreto, incapaz de dar um único passo à frente.Os outros peritos se aproximaram e, após um mero vislumbre, viraram os rostos, não conseguindo conter o vômito.Em comparação com o corpo, aquela cabeça era ainda mais assustadora, especialmente por conta dos olhos arregalados, transbordando uma angústia implacável.Mesmo com o rosto completamente desfigurado, Otávio me reconheceu.Ele conhecia aquele olhar melhor do que ning
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