— É só que eu acho você muito boa, muito esforçada. — Angela soltou sua mão. Embora sorrisse ao explicar, havia uma leve tristeza que, involuntariamente, transparecia em seus olhos.— Obrigada pelo elogio, Sra. Angela. — Cecília sorriu, mas sua expressão parecia um tanto desconfortável.— Espero que, daqui para frente, tudo corra bem para você e que esteja sempre em segurança. — Angela acrescentou.— Obrigada. Desejo o mesmo à senhora. — Cecília assentiu.O carro parou diante do restaurante, e um segurança abriu a porta.Os três desceram.Cecília havia tentado manter distância de Heitor. Mas, naquele momento, sentia-se ainda mais desconfortável ao ficar ao lado de Angela. Sem fazer barulho, aproximou-se um pouco de Heitor.Heitor interrompeu por um instante seus passos largos ao entrar no restaurante, diminuindo gradualmente o ritmo.Dentro da sala privativa, uma pequena mesa quadrada estava coberta por uma toalha vermelha. Uma luminária de cristal pendia do teto, refletindo um arco-ír
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