— Você não acha que está chamando o menino de cachorro? — Heitor lançou-lhe um olhar.Cecília ficou em silêncio, pensativa."Toto! Totó! Vem cá, Totó!" A voz chamando um cachorro parecia ecoar na mente de Cecília, como um sussurro demoníaco. Se Heitor não tivesse dito nada, ela nem teria pensado nisso. Agora, porém, já não conseguia olhar para aquele nome da mesma maneira.— Cuida da sua vida! Toto, a madrinha já vai embora. — Manuela acrescentou, com ênfase. — Moleque, é melhor ir se acostumando a me chamar de tia!Cecília a empurrou para fora, interrompendo o que ela estava prestes a dizer em seguida.— Não precisa vir de novo. Volte para casa e cuide bem do Tetéu.— Nem pensar! — Manuela sussurrou. — Mesmo que eu tenha que me transformar numa mosca, vou encontrar um jeito de superar todos os obstáculos para vir te ver. Espere notícias minhas.Rodrigo estava esperando no fim do corredor.Os guarda-costas ao redor permaneciam rígidos como estátuas, mas todos tinham ouvidos atentos.Co
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