— E aí está. Função. Trabalho. Controle. Quando é conveniente, eu sou Emma. Quando algo dói, eu volto a ser funcionária.Ele ficou imóvel.Ela deveria parar.Não parou.— O senhor quer que eu sente à sua mesa, que use sua confiança, que esteja ao seu lado em salas onde pessoas como Vanessa e Nathan tentam me transformar em alvo. Mas quando eu peço verdade, o senhor me dá portas fechadas.— Você quer verdade? — ele perguntou.A voz dele ficou baixa demais.— Quero.— Verdade é que Nathan está tentando chegar a mim por você porque percebeu o que eu mesmo deveria ter escondido melhor.O coração de Emma falhou.— O quê?Alexander olhou para ela.De repente, o salão parecia distante. As conversas viraram ruído. As luzes, borrões. Havia apenas aquele homem diante dela, frio por hábito, ferido por história e perigoso por intensidade.— Que você importa.Emma perdeu o ar.A frase não era uma declaração.Não era amor.Mas, vinda de Alexander Blackwood, era quase uma rendição.— Alexander...—
Última atualização : 2026-07-09 Ler mais