LOGINos de gelo. Mas ela cometeu um erro imperdoável: apaixonou-se pelo homem que jamais deveria desejar. Alexander Blackwood não acredita em amor. Para ele, confiança é fraqueza, desejo é distração e sentimentos são riscos que precisam ser controlados. Ainda assim, Emma se torna a única mulher capaz de atravessar suas defesas. Uma noite de paixão muda tudo entre eles — intensa, proibida e impossível de esquecer. Na manhã seguinte, porém, Alexander volta a ser o homem frio que o mundo conhece. E Emma entende, tarde demais, que entregou o coração a alguém incapaz de protegê-lo. Quando um vazamento milionário ameaça destruir a Blackwood Global, todas as provas apontam para Emma. Humilhada, acusada e rejeitada pelo homem que amava, ela vê sua reputação desmoronar diante de todos. Alexander, pressionado pelo império que construiu e pelos fantasmas do próprio passado, comete o erro que pode custar tudo: duvida dela. Sozinha, ferida e carregando um segredo que mudará suas vidas para sempre, Emma foge. Ela está grávida. Grávida do CEO bilionário que a rejeitou. Enquanto Emma tenta reconstruir sua vida longe de Nova York, Alexander começa a descobrir que a mulher que ele condenou pode ter sido vítima de uma armação cruel. Traições, mentiras corporativas, uma ex-noiva vingativa e um inimigo escondido dentro da própria família Blackwood revelam que Emma foi usada como peça em um jogo de poder. Mas limpar o nome dela talvez não seja suficiente. Porque a confiança que Alexander destruiu não pode ser comprada com dinheiro, protegida por seguranças ou recuperada com uma simples declaração pública. Agora, o homem que sempre teve tudo precisará aprender a fazer a única coisa que nunca soube: amar sem possuir.
View MoreBoa tarde, Fominhas, tudo bem? Gostando dessa história? É muito importante que vocês comentem e avaliem, se não a plataforma não a indica para mais ninguém. Agradeço muito a cada um que está lendo RPA. Também vou aproveitar esse espaço para indicar o livro da minha amiga Flavia Saldanha que está disponível aqui na plataforma. Se chama "um filho para o rei alfa" e é perfeito se está curtindo essa leitura. Vão lá dar uma força a ela!
***
Ceyas
— Matem todos eles, não deixem um único lobo dessa matilha vivo — mando, ouvindo os uivos dos lobos da minha matilha passarem pelo meu ouvido junto com o barulho do vento cortando através das árvores como se fosse nada.
Independentemente do cheiro de sangue se acumulando, a lua vai se tornando mais alta, mais brilhante, mais prateada. Apesar dos gritos altos, ninguém virá resgatá-los. Eles escolheram o que causou sua ruína, indo contra a nossa alcateia.
Olho para cima, avaliando a luz trazida pela lua mais uma vez.
Esta poderia ser diferente de todas as outras que eu já vi nascer e perecer?
— Ceyas, está puto porque aquela mulher tentou te enganar? — pergunta Lugi, sorrindo como um desgraçado. É fácil para ele rir da minha desgraça, já que não foi aquele que recebeu uma profecia sobre sua alma gêmea.
— Como ela pensou que me enganaria? Todos sabem que reconhecemos instintivamente os nossos lumenys — profiro, revirando os olhos, já que ele continua apenas rindo de mim.
Essa noite não precisamos fazer nada, temos apenas que esperar que os nossos aliados tragam a cabeça de cada um desses indivíduos que escolheram ficar do lado de um monstro que se deixou ser ludibriado pela ideia de que era um rei.
— Você tem procurado tão desesperadamente pelo seu lumeny que qualquer mulher acha que pode passar a perna em você — zomba Lugi, e, bom, teve um período em que era tudo o que me preocupava, mas, no momento, tenho mais coisas com que me inquietar.
Desde que os híbridos se espalharam pelo mundo, tem sido horrível ser um ser sobrenatural, dado que os humanos começaram a estranhar as ocorrências brutais acontecendo sem parar.
Alguns desses híbridos, sendo inteligentes, tentaram até mesmo criar um bando que pudessem controlar. Foi o caso dessa matilha que viemos eliminar no instante em que fizeram menção a tentar nos devorar.
— Considerando que, segundo aquela bruxa, ela pode ser a responsável por fazer com que a nossa alcateia seja exterminada, eu deveria tomar cuidado — pontuo, assistindo ao dar de ombros descontraído dele enquanto olha para o homem arrastando um sujeito pelo tornozelo. O alvo de seus olhares pouco liga para todos os pedidos dele, apenas faz aquilo que foi ordenado.
É incrível que ele tenha tempo para zombar dos meus problemas quando não consegue lidar com os seus. Lewyn faz um aceno com a cabeça, me cumprimentando em respeito somente porque sou o alfa da alcateia. Ele não se importa com nada mais.
É frio como uma pedra de gelo ambulante. No entanto, não tenho o direito de criticá-lo quando dizem que sou tão ruim que os demônios correriam para longe de mim com medo do que posso fazer a eles.
A cabeça do indivíduo que ele trouxe tão calmamente é separada do corpo com um único puxar de seus braços. Olhando para o lado, vejo a admiração explícita nos olhos de Lugi. Ele com certeza não deveria se preocupar com os meus problemas quando o seu têm esse tipo de humor.
— Pare de olhar para a bunda do Lewyn — peço a ele.
Meu braço direito me ignora, apenas acompanhando os movimentos do outro. Ele é um dos melhores lobos que existem na nossa alcateia. É um assassino nato, que pode seguir todos os tipos de ordem, desde que venham do alfa.
Desde a liderança do meu pai, havia muitas pessoas que se impressionavam com as suas capacidades, mas ele nunca ligou para nenhuma delas. O azarado do meu lado, antes mesmo de atingir a puberdade, passou a ter certeza de que ele é o seu lumeny, embora não haja provas claras disso.
— Ele tem uma bunda bonita e está a expondo por aí — diz, com o tom de recriminação óbvio, o que leva aqueles próximos a prestarem atenção no que diz, já que não querem ser o alvo da raiva dele por olharem demais para o homem andando nu entre eles.
Lugi sempre se esquece do quanto a nudez é comum entre lupinos quando se trata do traseiro de Lewyn. Já tentei colocar juízo na cabeça dele, mas não há nada que se possa fazer para mudar os pensamentos do meu braço direito.
— De toda maneira, o dia está quase amanhecendo. Não será dessa vez que você encontrará o seu lumeny — expõe com um riso preso que quero muito arrancar do seu rosto, dado o seu deboche. Às vezes, me faz questionar por que continuo sendo o seu amigo.
— Quem sabe ela tenha errado o dia — comento, seguindo a movimentação dos lobos, já que a primeira parte do acampamento feito pelos híbridos parece ter sido destruída.
— Uma bruxa nunca erra quando faz as suas previsões — articula. Contudo, quantos anos fazem desde que escutei as palavras daquela mulher? Ainda assim, nada mudou. Não encontrei ninguém que seja minimamente capaz de mexer com o meu coração.
— Você é do tipo que confia muito em destino — murmuro.
— Fomos feitos com as mãos de uma deusa. É bem claro que destino é o menor dos nossos problemas — comenta ele, erguendo as mãos como se pudesse um dia replicar o que a deusa Lua fez para nos criar. — Além disso, tem todos esses boatos sobre ela estar de volta, caminhando entre nós. Não acha que é divertido?
— Por que nos preocuparíamos com a deusa quando temos tantos problemas com esses híbridos? Eles se multiplicam como praga — lembro a ele.
— Nosso acordo com os Silver é bom, mas também é problemático.
— Não podemos apenas ganhar — pondero, notando que uma mulher se apressa para chegar até nós, como se tivesse encontrado algo que fará com que pare as ideias de destino que Lugi carrega com ele.
— Ceyas, precisa ver isso — diz a mulher, me indicando o caminho para onde devo segui-la. Me pergunto o que mais aquele bastardo pode ter feito que faria um dos meus lobos demonstrar tanta preocupação.
Certamente já viram todo tipo de maldade, e essas visões apenas se tornaram mais corriqueiras nos últimos meses, dada a brutalidade com a qual os híbridos tratam suas presas.
— Ei, pare — pede Lugi, erguendo o braço na frente do meu corpo. — Tem algo muito errado mais adiante — anuncia o meu amigo.
Depois se levantou.Dessa vez, quando a beijou, não havia pressa.Não havia segredo.Não havia vergonha.Havia escolha.E isso fez toda a diferença.O casamento aconteceu três meses depois.Não em Manhattan.Não em uma catedral cheia de investidores.Não em um salão onde Richard pudesse transformar presença em poder.Foi em Maple Creek, no jardim atrás da livraria de Hannah.Havia flores silvestres, cadeiras de madeira, luzes penduradas entre árvores e uma pequena mesa de livros onde os convidados escreviam mensagens para Grace ler no futuro.Emma usou um vestido simples, de renda delicada, com mangas leves e um véu curto. Grace, no colo de Olivia, usava um vestido branco e uma expressão desconfiada diante de tanta atenção.Alexander esperou no fim do corredor improvisado entre as cadeiras.Quando viu Emma, chorou.Sem tentar esconder.Ryan, ao lado dele como padrinho, murmurou:— Controle-se. As fotos vão ficar caras.Alexander respondeu:— Cale a boca.Mas sorria.Emma caminhou até
— Você comprou uma casa em Maple Creek.Alexander parecia quase nervoso.— Sim.— Sem me perguntar?Ele respirou.— Comprei para mim. Não para você. Não espero que more aqui. Não é pressão. É apenas... quando venho, quero ficar em um lugar que não seja hotel. E quero que Grace tenha um quarto aqui, se você permitir.Emma olhou para a casa.Era bonita.Simples.Humana.— Sem quarto de princesa exagerado?— Sem. Hannah supervisionou.— Isso explica o papel de parede com estrelas?— Ela disse que era obrigatório.Emma sorriu.— É bonito.Alexander relaxou um pouco.— Você pode entrar se quiser. Ou não.Emma olhou para ele.Depois para Grace.— Vamos entrar.A casa cheirava a madeira antiga e tinta nova. Havia livros nas estantes, uma cozinha clara, uma sala com tapete macio e, no quarto de Grace, o livro do urso e da estrela em cima de uma cômoda branca.Emma tocou o berço.— Você está criando raízes aqui.Alexander ficou perto da porta.— Estou tentando não arrancar as suas.Ela virou-s
Quando chegaram à casa de hóspedes, havia flores na varanda.Não rosas brancas.Não arranjos caros.Flores silvestres em potes de vidro, colocadas por vizinhos que Emma mal conhecia, mas que haviam decidido adotar Grace como bebê oficial da rua principal.Mrs. Avery deixara um bilhete:Para Grace Collins Blackwood: sua carteirinha da biblioteca estará pronta quando conseguir sustentar a cabeça.O padeiro deixara pão fresco.A dona da farmácia deixara chá para amamentação, com uma anotação dizendo “verifique com sua médica, não com a internet”.Emma leu tudo com Grace nos braços e começou a chorar.— Hormônios? — perguntou Hannah, emocionada também.— Talvez — disse Emma. — Ou talvez seja só bonito.Alexander estava alguns passos atrás, segurando a bolsa do hospital e olhando para a varanda como se aquela pequena casa fosse mais imponente do que qualquer mansão que já possuíra.— Eles gostam de você — disse ele.Emma enxugou o rosto.— Acho que gostam dela.— Também. Mas gostam de você
As palavras atingiram Emma com força.Eu sou seu pai.Não herdeiro.Não legado.Não Blackwood.Pai.Alexander continuou, a voz quebrada:— Eu vou errar. Provavelmente muito. Mas vou aprender. E sua mãe... sua mãe é a pessoa mais corajosa que eu conheço. Você vai saber disso todos os dias.Emma virou o rosto para a janela, chorando silenciosamente.Ele não estava falando para impressioná-la.Estava falando com a filha.E, por isso, importava mais.Quando Grace adormeceu nos braços dele, Alexander finalmente olhou para Emma.— Obrigado.Ela estava cansada demais para fingir não entender.— Por ela?— Por ela. Por me deixar estar aqui. Por não ter desistido de si mesma. Por... tudo que não sei dizer sem parecer pequeno.Emma observou o rosto dele.O homem de meses atrás teria tomado aquele momento como posse.Este parecia recebê-lo como presente.— Você foi bem hoje — disse ela.Ele soltou uma risada baixa.— Eu fiquei apavorado.— Eu também.— Você foi extraordinária.— Eu xinguei você.












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