Fiquei parada na chuva, observando em silêncio meu noivo, Carlo Vitale.Vi quando ele colocou, pessoalmente, a aliança no dedo da minha meia-irmã, Sophia.Sophia usava um vestido de noiva de grife, feito sob medida, e sorria de um jeito deslumbrante.No instante em que a aliança entrou no dedo dela, Carlo a puxou para seus braços sem a menor hesitação.Os membros da família os cercavam, junto àqueles supostos amigos que um dia eu conheci, todos aplaudindo e comemorando por eles.Eles se beijaram por quase dez minutos. Só quando as pernas de Sophia ficaram tão fracas que ela mal conseguia se manter de pé, Carlo finalmente a soltou, sem fôlego.A chuva escorria pelos meus cabelos, embaçando minha visão.Mesmo assim, eu não conseguia afastar da mente a imagem do homem que amei por doze anos beijando a mulher que costumava me atormentar.As lembranças vieram como uma maré.Conheci Carlo quando eu tinha dezesseis anos.Ele era filho do sócio do meu pai. Na época, tinha apenas dezo
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