Bianca piscou, sem entender muito bem.As palavras de Antônio tinham saído do nada, sem começo nem fim. Por reflexo, ela virou o rosto para Otávio.Ele mantinha o braço apoiado com naturalidade no encosto do sofá, logo atrás dela. A postura parecia relaxada, mas o olhar que lançou a Antônio foi frio o bastante para encerrar qualquer conversa.— Você já pode ir embora, não pode?Antônio era esperto demais para não perceber que havia alguma coisa estranha ali.Recostou-se no sofá, ainda mais largado, e sorriu.— Otávio, eu nem tomei café ainda.Antes que ele terminasse, Otávio retirou calmamente o braço do encosto.— Caio.— Senhor Otávio.— Acompanhe-o até a porta.Antônio ficou sem reação.— Otávio, aí já é sacanagem. Acabei de chegar, nem consegui tomar um gole de café.Otávio apenas levantou os olhos e o encarou.Foi o suficiente.Antônio engoliu o resto da reclamação.Com o mínimo de bom senso que ainda lhe restava, levantou-se. Antes de sair, fez questão de acenar para Bianca, com
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