O problema era que tinham esbarrado justamente em Heitor.Ele era o tipo de pessoa que não cedia por nada. Não adiantava apelar para a educação, muito menos tentar impor autoridade. E, para piorar, ninguém ali podia simplesmente comprar uma briga com ele.— Senhor Heitor, veja bem...O vice-diretor mal tinha começado a falar quando Bianca passou por ele, foi direto até a porta e bateu com os nós dos dedos.— Heitor, abre a porta.A sala de ensaio mergulhou em silêncio por alguns segundos.Então, lá de dentro, veio o som das cordas do violão. Lento, arrastado, preguiçoso. Quase uma provocação.Bianca nem piscou. Bateu outra vez.— Vou contar até três. Se você não abrir, mando arrombarem a fechadura.O vice-diretor levou um susto e olhou para ela, dividido entre o espanto e a dúvida.A garota parecia jovem demais para falar com tanta autoridade. Ao mesmo tempo, tinha uma presença que não combinava com a de uma funcionária comum da Lumina Entretenimento. Bonita de um jeito chamativo, calm
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