NÚCLEO — AYLA, LÍVIA E GAELSeis meses haviam passado desde que Lívia cruzara, pela primeira vez, a porta branca da casa de Ayla carregando apenas uma pequena mala, um coelho de pano já gasto pelo tempo e uma esperança que ainda tinha medo de crescer. O inverno deu lugar à primavera, e a transformação do jardim parecia acompanhar a transformação silenciosa daquela família que o destino insistia em reconstruir. O ipê antigo voltará a florescer, espalhando pétalas amarelas sobre a grama todas as manhãs, enquanto, ao lado dele, a pequena muda plantada por Lívia começava a criar suas primeiras folhas. Todos os dias, antes mesmo do café da manhã, a menina corria até ali com um pequeno regador nas mãos. Conversava com a árvore como se fosse uma amiga antiga, contava como fora a escola, quais receitas aprendera na confeitaria e quantos centímetros acreditava que havia crescido desde a semana anterior.Ayla costumava observá-la da varanda, segurando uma caneca de café entre as mãos, incapa
Última actualización : 2026-08-31 Leer más