O sol já começava a desaparecer atrás das montanhas quando Ayla fechou, pela primeira vez em muitos anos, a porta da confeitaria antes do horário habitual. O pequeno sino preso acima da entrada balançou suavemente, produzindo um som delicado que parecia marcar o fim de um ciclo e o início de outro muito maior. Durante todo o dia, suas mãos haviam preparado bolos, pães e doces como sempre faziam, mas sua mente permanecera distante. Nenhuma receita exigira tanto cuidado quanto a conversa que teria naquela noite. Nenhum forno queimava tanto quanto o medo que consumia seu peito.Do outro lado da rua, Gael permanecia encostado no carro. Assim que a viu sair, percebeu imediatamente que ela tentava parecer forte, mas conhecia cada detalhe daquela mulher. O jeito como apertava as próprias mãos, a respiração curta, o brilho úmido nos olhos, tudo denunciava a tempestade que ela escondia atrás do sorriso.Ele caminhou lentamente até ela.Por alguns segundos, nenhum dos dois falou.Gael apena
Última atualização : 2026-09-01 Ler mais