EVELYN Quando a última assinatura foi colocada no contrato, fiquei alguns segundos em silêncio. O representante do ateliê de Nova York apertou minha mão. — Parabéns, senhora Moore. Sorri. Mas mal consegui responder. Porque naquele momento eu não estava pensando nos números. Nem nos lucros. Nem na expansão da empresa. Estava olhando para o documento diante de mim. Um contrato que mudaria o futuro do meu ateliê. Um contrato que garantiria trabalho pelos próximos anos. Um contrato que a Evelyn de três anos atrás jamais imaginaria assinar. Assim que os clientes foram embora, a sala explodiu em comemoração. Palmas. Abraços. Risadas. Algumas costureiras choravam. Outras comemoravam como se tivessem ganhado na loteria. E talvez tivessem. Porque aquele contrato significava estabilidade. Crescimento. Novas oportunidades. Olhei ao redor. Para cada rosto. Cada pessoa que construiu aquele sonho comigo. E meus olhos começaram a arder. Passei o
Last Updated : 2026-08-29 Read more