LUKEQuando a luz começa a invadir a cela, eu desperto antes mesmo que as lâmpadas do teto se acendam por completo, guiado por aquele instinto que nunca me abandona, nem mesmo no repouso. A primeira coisa que percebo, antes de abrir os olhos, é o peso suave e familiar do corpo de Caim aninhado ao meu. Ele está colado a mim como um filhote, deitado sobre o meu peito, as pernas entrelaçadas às minhas, os braços ainda apertados com firmeza ao redor da minha cintura, como se temesse que eu desaparecesse ao acordar.Fico imóvel por um instante, apenas o observando. Passo a mão devagar pelos seus cabelos escuros, macios e desalinhados, sentindo a temperatura da sua pele sob os meus dedos. A febre do cio ainda não se extinguiu por completo — há um calor suave, que ainda emana dele.Ele se mexe devagar, soltando um suspiro curto e sonolento, e abre os olhos com dificuldade, ainda pesados pelo cansaço e pela intensidade de tudo o que vivemos. Ao me ver, deitado ao seu lado, um sorriso pequeno,
Terakhir Diperbarui : 2026-08-15 Baca selengkapnya