Levantei os olhos e lá estava ele.O jovem Julian Marchetti, parado na varanda da frente da minha casa, vestindo seu uniforme militar, com as medalhas reluzindo sob a luz do sol.— Elena — ele disse — Lydia não está se sentindo bem. Você pode cobrir o turno dela na fábrica hoje?Na minha vida passada, eu teria assentido. Teria sorrido e dito: "Claro, Julian", passando doze horas em pé enquanto Lydia descansava.Desta vez, não.— A saúde dela não é problema meu — respondi, com a voz perfeitamente calma.Me virei e voltei para dentro, deixando-o parado, olhando para mim.Eu podia sentir sua confusão irradiando do outro lado da porta. Mas não me importava.Segui em frente até a agência dos Correios.Johnny estava atrás do balcão separando as correspondências, com o cigarro de sempre pendurado no canto da boca. Apoiei as duas mãos sobre o balcão e perguntei:— Chegou alguma carta para mim?— Ainda não, Elena.Empurrei para ele a lata de biscoitos de amêndoas que eu havia assado
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