Eu estava prestes a colocar todas as cartas na mesa, mas Bruno saiu furioso, batendo a porta atrás de si.Na manhã seguinte, o aroma encorpado de panquecas e café tomou conta de toda a casa. Só quando desci descobri que, contrariando todos os seus hábitos, Bruno havia ido pessoalmente para a cozinha preparar o café da manhã.Quando me viu aparecer, um brilho de expectativa atravessou seus olhos escuros. No passado, sempre que me deixava magoada, ele fazia alguma pequena gentileza para me agradar.E, todas as vezes, eu amolecia e o perdoava facilmente.Com o tempo, ele passou a acreditar que aquilo significava que eu não conseguia viver sem ele.Mas, desta vez, eu não voltaria a ceder.Ao perceber que eu permanecia em silêncio, sem a reação esperada, a expressão de Bruno mudou ligeiramente. Em seguida, ele se virou e colocou as panquecas prontas dentro de um refratário térmico.Ao passar por mim em direção à porta, disse de propósito:— A Carol não gosta de comer pela manhã. Tenho cert
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