Acordei antes mesmo do despertador tocar, o coração já disparado como se meu corpo tivesse decidido, sozinho, que aquele não era um dia como os outros.Fiquei deitada por um bom tempo, olhando pro teto, repassando cada detalhe do que ia acontecer horas depois. O happy hour era só às seis da tarde, mas meu corpo parecia não ter recebido esse recado, porque já estava ali, alerta, tenso, como se o relógio tivesse pulado direto pra hora do confronto sem me avisar.Desci pra cozinha ainda de pijama, o cabelo preso de qualquer jeito, sem nenhuma vontade de fingir que estava tudo bem. Antônio já estava sentado à mesa, terno impecável de sempre, lendo alguma coisa no celular, e assim que ergueu os olhos pra mim, percebeu na hora que aquele não era um dia de brincadeiras fáceis.— Bom dia — falei, baixo, sentando de frente pra ele e puxando a xícara de café que Dona Rosa já tinha deixado pronta.— Bom dia — respondeu, observando meu rosto com atenção, aquele jeito dele de decifrar as coisas se
Última atualização : 2026-09-01 Ler mais