Matias CruzEstela disse que me queria, disse que queria aquilo e disse que avisaria se mudasse de ideia. Ouvi as três frases do jeito que eu ouvia previsão de chuva: inteiras, sem pular a parte que diz quando parar.Só então abri o botão do jeans.Ela levantou o quadril para me ajudar. Tirei a calça e a calcinha juntas e fiquei um segundo parado, de joelhos na beirada da cama estreita, só olhando. Fazia uma semana que eu desviava do cheiro de erva-doce que o sabonete da casa de hóspedes deixava nela quando passava pelo corredor da sede. Ali não havia corredor.Beijei a parte de dentro do joelho, a coxa, esperando qualquer sinal de recuo. O sinal que veio foi a mão no meu cabelo, as pontas dos dedos duras de corda de guitarra, empurrando para baixo.A boceta dela estava molhada e quente. Na primeira passada de língua, Estela arqueou as costas e agarrou o lençol com as duas mãos.Fui com calma. Usei o mesmo tempo que tinha marcado na coxa para a música dela no celeiro: mais lento do que
Last Updated : 2026-10-02 Read more